segunda-feira, 11 de abril de 2016

"50 em 5"- Primeira Guerra Mundial

Então, meus amores, como prometido, mais um da série "50 em 5" - que é um modelo de revisão em que eu explico beeeem resumidamente um assunto em que, anteriormente, me aprofundei bastante. Já sabem quem em qualquer dúvida podem contar comigo. Espero que vocês gostem e que seja útil. Beijão e bons estudos.  
#RevisoesdaDudaRumoAs10Milviews


·        Antes:
1.     Belle Époque- momento de muita prosperidade, calmaria. (“Época das Luzes”);
2.  Paz Armada- momento de preparação para a guerra, planos de guerra, investimentos em armas, mas tudo isso mascarado pela falsa paz;
3.  Causas:
o   Disputa territorial (Imperialismo);
o   Forte nacionalismo;
o   Disputa pelos Bálcãs- questão Pan-Eslava e lutas pela independência;
o   Inimizades;
4.  Sistema de alianças:
o   Tríplice Aliança- Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália;
o   Tríplice Entente- Inglaterra, Rússia e França;

·         Durante:
1.  Guerra de Movimento- avanço dos países;
2.  Guerra de Trincheiras;
3.  Armas químicas, potências bélicas jamais conhecidas;
4.  1917- Rússia sai da guerra por conta da Revolução Russa e EUA entra na guerra ao lado da Tríplice Entente;
5.  Alemanha perde diversos conflitos, povo alemão passa fome e ela, portanto, rendeu-se.

·         Depois (consequências):
1.  Tratado de Versalhes- “Alemanha única e total culpada pela guerra”;
2.  Liga da Nações;
3.  14 Pontos de Wilson. 

domingo, 10 de abril de 2016

Revisão de História- Primeira Guerra Mundial

Oi gente! Tudo tranquilo? Hoje venho trazer para vocês um pouco de história geral, relacionada a "Grande Guerra", o primeiro conflito de caráter mundial. O post está bem completo e como o assunto é bastante extenso, terá um "50 em 5", que sairá amanhã. Espero que gostem, fiz com muito carinho. Qualquer dúvida já sabem onde me encontrar. E, hoje, quem pede ajuda sou eu, me ajudem a chegar as 10 mil visualizações que é tão importante para mim, mostrando para seus amigos e divulgando o blog, vocês me ajudam muito e me incentivam a produzir mais e mais. Por hoje é só, beijão e bons estudos.


§     Primeira Guerra Mundial:
Conflito que ocorreu entre 1914 e 1918.

ª     O Mundo às vésperas do século XX - (Belle Époque):
A Primeira Guerra Mundial acabou com todo o entusiasmo presente na Belle Époque.
A Belle Époque foi um momento de descobertas científicas, calmaria e felicidade.
Foi a época em que o Movimento Impressionista estava em ascensão. Em Paris, a Torre Eiffel foi construída e o Museu das Luzes erguido, por isso a Belle Époque também é conhecida como “Época das luzes”.
Por isso, quando a guerra é propriamente iniciada, dizemos que “As luzes se apagaram na Europa”.
Niguém fazia ideia que uma geurra destas proporções começava a borbulhar por debaixo da “paz” em que a Europa se encontrava.

ª      A Paz Armada (1871-1914)
Por trás da pseudo-paz que reinava sobre a Europa, os países que, posteriormente, participariam da guerra, estavam arquitetando seus planos de guerra, preparando exércitos e investindo em armas.
A Europa era um próprio barril de pólvora.
“Todo mundo tinha planos de guerra, todo mundo tinha armas, todo mundo estava pensando em conquistar território, mas vivendo num pseudo-paz .”.
Antes de tudo, é necessário entender que a eclosão da guerra foi um processo lento e que uniu vários fatores:
·        Imperialismo: as potências europeias necessitava de mão de obra, de mercado consumidor e de mantéria-prima. Para expandir-se economicamente, então, tais países não hesitaram na ideia de conquistar territórios. Contudo, essas conquistas não foram pacíficas e nem todos tinham os mesmo interesses e concordavam com todas as ações.

ª      Questão dos Bálcãs ou Disputa pelos Bálcãs:
Relacionada à fragmentação do Império Turco Otomano.
A Península Balcânica era localizada entre o Mar Adriático, Mar Negro e Mar Egeu, uma zona de interesses de potências, sob influência do Império Turco Otomano,que entrou em decadência.
Era uma região de muitos conflitos, porque, além de ser disputada pelos dois lados durante a guerra, dentro dessa região tinha bastante conflitos eclodindo, em decorrência ao exacerbado nacionalismo. Nessa região, por muito tempo, já fomentavam ideias nacionalistas de características pan-eslavas.
·        Sérvia- tinha intersse de dominar a região para a construção da “Grande Sérvia”
·        Alemanha: evocando aliança com o Império Austro-húngaro construir uma ferrovia, ou seja, unificar a Alemanha com Bagdá, pois tinha interesses nas reservas petrolíferas da mesma, mas, para isso, precisava neutralizar o poder da Rússia.

Quem deu o pontapé inicial foi o Império Austro-Húngaro.
Os sérvios, ao lado dos russos, incentivou os movimentos nacionalistas na região.

ª      Questão Marroquina:
Marrocos serviu como palco de disputas imperialistas.
O Marrocos era outra posição estratégica, pois era uma área rica em matérias-primas.
1.     A França e a Inglaterra, em acordos sobre a partilha da África, acertaram que a Inglaterra manteria sua influência comercial sobre toda a extensão do Rio Nilo, em troca aceitaria que a França mantivesse o Marrocos sob sua área de influência.
No entanto, a Espanha e a Alemanha não aceitaram a decisão entre a França e a Inglaterra. O Kaiser alemão, Guilherme II, mandou tropas para apoiarem a independência marroquina.
O conflito passou por várias negociações durante os anos em que ocorreu, sendo solucionado em 1911 com a aceitação da Alemanha sobre a permanência do domínio francês na região, em troca, a Alemanha recebeu o Congo Francês como colônia.
Esse foi o último grande conflito europeu em torno da expansão neocolonialista resolvido por meios diplomáticos.

ª     O Sistema de Alianças:
1.  Alemanha: entrou em atrito com garnde parte dos países europeus.
2.  Alemanha vs França: A França tinha um certo sentimento de vingança para com a Alemanha em decorrência da anexação da Alsácia Lorena, que tinha ficado sob posse alemã após a unificação.
3.  Alemanha vs Inglaterra: ambas competiam industrialmente e economicamente.
4.  Russa vs Império Turco Otomano e Império Austo-Húngaro: em decorrência ao pan-eslavismo.
Tendo em vista estas inimizades, os países começaram a fazer acordos entre si e formar alianças. Uniu Inglaterra, França e Rússia (Tríplice Entente) de um lado e Império Austro-húngaro, Itália e Alemanha (Tríplice Aliança) de outro.
As alianças surgiram em decorrência aos grandes choques imperialistas, ligados ao Grande Nacionalismo Europeu.



ª     A Deflagração da Primeira Guerra:
·         Motivações para Guerra:
1.     Grande corrida imperialista;
2.    Luta das grandes potências europeias, em busca de suas áreas de influências, das suas neocolônias;
3.    Crescimento de grandes indústrias bélicas;
4.    Planos de Guerra;
5.    Ponto mais relevante da Guerra, considerado o estopim:
Assassinato do arquiduque, herdeiro do trono do Império
Austro-húngaro, Francisco Ferdinando, que foi assassinado por um terrorista sérvio, integrante do Mão Negra, que era um grupo nacionalista. Esse acontecimento leva o acionamento das alianças, pois quando morre o herdeiro do trono, é exatamente o grupo sérvio que vai ser considerado culpado pelo ataque. Nesse momento, o Império Austro-húngaro declara seu ultimato à Sérvia (aliada a Rússia, que faz parte da Tríplice Entente, frente oposta ao Império Austro-Húngaro) que vai ser imediatamente protegida pelos russos, que tinham seu projeto pan-eslávico e defendiam o projeto de construção da grande Sérvia. Resumindo:

1.  Assassinato do Ferdinando;
2.  Imp. Austro-Húngaro dá seu ultimato à Sérvia;
3.  Rússia defende a Sérvia e dá seu ultimato ao Imp. Austro-Húngaro;
4.  Alemães iniciam uma guerra contra a Rússia e a França;
5.  Inglaterra entra na guerra contra a Alemanha.

Um conflito entre a Sérvia e o Império Austro-húngaro leva à uma guerra de proporções mundiais.

ª     Divisões da Guerra:
A Primeira Guerra foi dividida e duas partes:
·         Guerra de Movimento- busca de confronto direto, procuraram o combate direto, colocando seus planos de guerra em ação.
·         Guerra de Trincheiras- consequência de uma guerra tecnológica, guerra extremamente desgastante, durou até 1917, foi um ano definidor, pois a Europa não aguentava mais essa guerra prolongada. O primeiro país a sair foi o Império Russo e logo depois teve a entrada dos Estados Unidos do lado da Inglaterra e da França. Os Estados Unidos entraram alegando vários motivos, entre eles:
1.     Afundamento de navios americanos;
2.    Possibilidade de guerra contra os Estados Unidos por parte do México e da Alemanha;
3.    Possível perda de investimentos econômicos na França e na Inglaterra.

ª     Final dos conflitos e Os Tratados de Paz:
A derrota da Alemanha leva o início de uma busca por tratados de paz. Ou seja, o presidente Woodrow Wilson definiu os 14 Pontos de Wilson: defendia a paz sem vencedores e sem vencidos.

Tratado de Versalhes: imposto pela Inglaterra e França, tinha a Alemanha como punica responsável pela guerra, recebendo sérias penalidades. 

quarta-feira, 16 de março de 2016

Revisão de História- Antiguidade Clássica- Grécia (Parte 1)- ENEM 2016

Fala galera da cola, só alegria? Hoje, novamente, venho trazer para vocês um pouco do que eu sei sobre Antiguidade Clássica, em particular, a Grécia. Hoje, só irei me estender até o Período Homérico e posteriormente postarei a "Parte 2", com o Período Arcaico em diante. Espero que seja útil e que vocês gostem. E como sempre, qualquer dúvida nos comentários ou nas minhas redes sociais. Beijão e bons estudos.

                                  Antiguidade Clássica:
1.      Modo de Produção escravista:
1.1. Força de trabalho dos escravos – guerra
                                                       -- dívida

Ø Grécia:
1.     Legado:
Democracia e Filosofia.

Þ    Período Pré-Homérico:
·         Formação da civilização Creto-Micênica, habitada pelos Pelasgos;
·         Rei Teseu- unificou a Micenas e a Ilha de Creta;
·         Invasões em busca de terras férteis:
a)   Pacíficas:
- Aqueus, Jônios, Cretenses e Eólios;
b)  Violentas:
- Dórios. (Povo que acabou com toda arte e cultura Gque existia na Grécia e expulsou os Pelasgos, o que ficou conhecido como Primeira Diáspora Grega).

Þ    Período Homérico:
Conhecido assim pois as únicas coisas que sobraram da devastação causada pelos Dórios foi dois livros do poeta Homero- Ilíada e Odisseia.
·         Períodos das comunidades gentílicas- formação de Genos/Fratrias, governadas por um PATER;
·         Comunismo Primitivo- “tudo para todos”.
·         Estratificação social (divisão da sociedade):
                     Resultado de imagem para piramide social dividida em tres partes

   1- Eupátridas (bem nascidos)- latifundiários;
2- Georgóis- pequenos proprietários
3- Thetas- (sem terras)- marginalizados.
A má distribuição de terras e a desigualdade social em relação aos Thetas, fez com que ocorresse a Segunda Diáspora Grega. 

Revisão de História- Antiguidade {Oriental} (Parte 2)

Opa galera, só alegria? Então, como prometido, hoje trago para vocês a "parte 2" da Antiguidade Oriental; Persas e Fenícios para fecharmos com chave de ouro. Lembrando que qualquer dúvida podem deixar nos comentários ou nas minhas redes sociais. Espero que sirva para vocês e que gostem. Um beijão e bons estudos.



§     Persas:
·         Maior civilização da Antiguidade Oriental. Esse grande reino surgiu graças a fusão de dois povos: Persas+Medos.
            I.        Organização político-administrativa:
·         Ciro, “O Grande” conquistou a Mesopotâmia (Babilônia) e libertou os Judeus do Cativeiro da Babilônia, além de proclamar uma tolerância cultural, evitando assim, insatisfação ao governo;
·         Cambises conquistou o Egito (Batalha de Pelosa);
·         Dario I organizou o Império Persa em Satrapias e cada Satrapia é governada por um Sátrapa;
Fiscalização: “Olhos e ouvidos do rei” – funcionários reais;
Construiu estradas reais, o que influenciou o surgimento do serviço de correio;
         II.        Economia:
·         Agricultura;
·         A construção das estradas reais influenciou, também, o artesanato e o comércio;
·         Criação do Dárico, que foi a unidade monetária criada por Dario I.
      III.        Religião Persa:
·         Zoroastrismo- religião que teve sua doutrina exposta no livro sagrado Zend Avesta;
·         Profeta: Zoroastro (Zaratustra);
·         Dualista- crença em dois deuses;
Deus do Bem (Ormuz)   x    Deus do Mal (Arimã);
·         Juízo final;
     IV.      Batalhas (guerras):
·         Guerras Médicas: Disputa entre Persas e Gregos pela Ásia Menor (Turquia) e o domínio/monopólio do comércio do Mar Egeu.

ª     Fenícios:
·         Navegação marítima em decorrência de alguns fatores:
a)   Ausência de terras férteis;
b)  Região montanhosa;
c)   Abundante em madeira;
d)   Região litorânea.
“Região alta, com solo ruim, madeira demais, praia perto; lancem-se ao mar.”
e)   Navegação de cabotagem (próximo ao litoral);
·         Estado Fenício:
Talossocracia- poder dos comerciantes;
Domínio do Mediterrâneo;
Criação do alfabeto fonético- para facilitar o comércio;


·         Eram politeístas. 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Revisão de História- A queda do Império

Opa galera, só alegria? Hoje, trouxe um pouquinho de História do Brasil para vocês. Vamos falar sobre A Queda do Império Brasileiro, que ocorreu no século XIX. O post está completinho e espero, de verdade, que seja bastante útil para vocês. Ainda essa semana sairá revisão sobre a Instalação da Primeira República. Tudo foi feito com muito carinho. Espero que gostem e qualquer dúvidas podem deixar nos comentários ou nas redes sociais: 
Instagram: @meduardaandrade_
Facebook: Eduarda Andrade
Email: duudaamaaria@hotmail.com 



ª    Brasil século XIX: a queda do Império:.
§     O Desgaste com a Guerra do Paraguai:.
A Guerra do Paraguai foi uma campanha muito dura para o Império Brasileiro. O Império precisou, ao longo do conflito, organizar uma força militar que o país não tinha.
O Brasil venceu, mas perdeu duas de suas principais bases de sustentação: classe média e o escravismo.
A classe média estava influenciada pelas ideias republicanas e afastou-se do governo.
A economia escravista perdeu as forças com o crescimento do movimento abolicionista.
§     A Crise do Escravismo:.
A economia agrária desenvolvia-se no Brasil e as atividades manufatureiras desenvolviam-se na Europa (Inglaterra e Holanda). Ao amentarem o acúmulo de riquezas, esses países (Inglaterra e Holanda), passaram a controlar as principais vias de comércio mundial, ou seja, a economia brasileira ficava dependente de interesses estrangeiros. Esse quadro permaneceu mesmo após a Proclamação da Independência.
Durante a segunda metade do século XIX, ocorreram mudanças na economia mundial, em decorrência a Segunda Revolução Industrial, que seguiu-se de:
·         Grande aumento nos negócios internacionais;
·         Busca dos países industriais, pela expansão do mercado consumidor de seus produtos.
   Os capitais ingleses, na qual o Brasil tinha profundas ligações, participava das melhorias nas condições de transporte, garantia de livre circulação de mercadorias, crescimento das cidades e nos empréstimos aos fazendeiros.
     A Inglaterra apoiava o fim da escravidão, pois estava interessada na África, interessada em expandir seu comércio. Pressionava o Brasil e Portugal a abolir a escravidão.
Em 1845, o parlamento inglês aprovou a Lei de Bill Aberdeen, que permitia aos navios de guerra, abordarem e aprisionarem navios negreiros. Essa lei não foi eficaz no Brasil. Mas o Império, constantemente pressionado, decretou, em 1850, a Lei Euzébio de Queirós, que impedia o tráfico negreiro no Brasil.
Os cafeicultores do sudeste conseguiram compensar a queda de oferta de mão de obra com o comércio interno de escravos. A solução foi parcial e não resolveu o problema. Havia a possibilidade de incentivar a chegada de imigrantes europeus.
A queda de oferta de mão de obra escrava foi uma das principais causas da queda do Império, já que, aumentou a violência contra os trabalhadores e a expansão de revoltas escravistas.
A situação complicou-se quando o Brasil participou da Guerra do Paraguai. Nesse conflito, o Brasil usou uma grande quantidade de escravos, que foram prometidos de liberdades e terras. Ao final dos embates, os escravos esperavam liberdade e os fazendeiros indenizações, nenhuma foi cumprida, resultando no aumento das revoltas e no rompimento de parte da elite com relação ao Estado.
Em 1871, surgiu a Lei do Ventre Livre, que obrigava o fazendeiro a liberar os filhos das escravas nascidos nas senzalas. Era apenas uma liberdade provisória. A lei não foi eficaz, pois, o recém-liberado deveria ficar sob tutela do proprietário de sua mãe até adquirir a maioridade.  
O tempo passando, a escravidão caindo, o fluxo de imigrantes aumentando e iniciando, principalmente no sudeste, os movimentos pelo abolicionismo.
Em 1885, foi decretada a Lei dos Sexagenários, que liberava os escravos com mais de 60 anos. Além de impopular, a lei, também, não foi eficaz, pois raramente o escravo conseguia alcançar essa idade e quando alcançavam eram tidos por seus companheiros.
O tempo passando e aumentando os protestos das elites as revoltas dos escravos...
Em 1888, a princesa Isabel, decretou a Lei Áurea e oficializou o fim da escravidão no Brasil.



§     Republicanismo e positivismo no Brasil:.
Reorganização da economia mundial, a crise do escravismo e a intensificação das desavenças entra a elite, levaram à criação de propostas políticas que propunham mudanças no tipo de governo atuante no Brasil.
A Guerra do Paraguai causou muito desgaste político para o governo. O Paraguai acabou a guerra sendo defendido por tropas de crianças e mulheres, o que gerou uma onda de críticas ao governo.
Militares também não estavam satisfeitos com o resultado da Guerra do Paraguai, pois foram responsabilizados pelas atrocidades cometidas.
Em meio a isso, começou a ganhar força no interior do exército, o positivismo. 
Esse movimento foi criado na Europa pelo filósofo Augusto Comte. Influenciado pelo iluminismo e afirmava que: “só era possível compreender o mundo a partir da ideia de progresso”.
O progresso consistia na eliminação de qualquer base não cinetífica do pensamento humano.
A interpretação de Benjemim Constant fez com que os grupos socais que estavam descontentes com o Império defendessem os ideais republicanos.
Para os positivistas brasileiros, a união do Estado com a Igreja, presente no Império, era um obstáculo para a instalação de um regime político.
O Republicanismo deveu muito ao Positivismo.

§     A Questão Religiosa:.
No processo de independência, o Brasil manteve a Monarquia como regime de governo e as funções político-administrativas era dada ao Imperador.
Em 1872, ocorreu um profundo estremecimento entre o imperador e os líderes religiosos. Tudo aconteceu por causa da interferência de    
D. Pedro II na luta do Bispo do Rio de Janeiro contra a Maçonaria no interior da igreja brasileira.
Era uma organização fechada que se dedicava a reuniões e discussões sempre com grande influência do pensamento científico. Atraía membros da Igreja. A Maçonaria foi proibida em 1864 na Bula Syllabus.
“Portanto, foi um “conflito” entre a Igreja, o Imperador e a Maçonaria; quando a Maçonaria convocou padres para celebrar uma missa para o Imperador, o que não podia acontecer, o Imperador “forçou” os padres, mas eles tinham que obedecer ao Papa, isso criou uma intolerância entre a Igreja em relação ao Império, com isso, o Império perdeu aliados, pois a partir disso, a Igreja começou a apoiar os ideais Republicanos”.

§     A Questão Militar:.
Entre os grupos que aderiram ao republicanismo estavam os militares. O exército brasileiro nasceu, de uma forma organizada e profissional, após a Guerra do Paraguai.
Benjamin Constant, principal nome do positivismo brasileiro, defendia que o Brasil fosse governado por uma ditadura republicana. Constant influenciou profundamente as elites militares que derrubaram o Império.
Em 1883, série de desentendimentos entre o governo e os militares, marcaram a ruptura dos militares com o Estado. Esses conflitos foram essenciais para a derrubada da Monarquia.
O abolicionismo foi o principal elemento para união de militares e cafeicultores, já que os cafeicultores defendiam as causas republicanas com a ideia de instalação de um federalismo.
Na defesa de suas ideias, os militares começaram a publicar artigos na imprensa do Rio de Janeiro e de outras províncias. O governo imperial censurou suas opiniões e proibiu os militares de manifestarem por meio de periódicos suas opiniões.
Em 1883, Senna Madureira, amigo do imperador, convidou jangadeiros para visitar a escola de Tito do Rio de Janeiro, o que gerou punição por parte do governo com sua transferência para o Rio Grande do Sul.
Esses acontecimentos levaram parte dos militares a fundarem o Clube Militar, elegendo Deodoro da Fonseca seu presidente.
O empasse permaneceu quando Deodoro solicitou ao Ministro da Guerra que os militares não fossem obrigados a capturar os escravos fugidos
A tensão entre governo imperial, militares e republicanos chegou ao auge quando o imperador, convidou Visconde de Ouro Preto para conduzir reformas políticas que acalmassem o país e assegurassem o seu governo.
Em 1886, os alunos da Escola Militar aproximaram-se de Deodoro e passaram a conspirar contra o regime imperial.
O Marechal relutou, mas o Império já perdera quase toda sua base de sustentação política. Outro fato que pesou na decisão de Deodoro foi a fraca saúde do imperador que, não tinha nenhum herdeiro masculino. Essa situação causava temor na população, pois o possível sucessor seria o conde D’Eu, que era uma figura bastante impopular.
A incapacidade de reação do Império e do caos político-administrativo que se instalara, o Marechal Deodoro da Fonseca, no dia 15 de novembro de 1889, liderou uma tropa em direção ao prédio da administração imperial para destruir o visconde de Ouro Preto.