domingo, 15 de maio de 2016

Revisão de História- Império Romano- ENEM 2016

Opa galera, tudo na paz? Então, para fechar Roma, trago a parte de Império Romano. Último assunto de História Antiga ou Antiguidade. Espero que seja útil e que vocês gostem. Qualquer dúvida já sabem onde me encontrar. Bons estudos, beijão.

Império Romano (27 a.C.- 476 d.C.)
O Império Romano foi dividido em duas partes:
1- Alto Império: que representou os tempos de apogeu, de crescimento. Estendeu-se do século I a.C. até o século III d.C. ;
2- Baixo Império: que representou os tempos de decadência, de crise. Prolongou-se do século III d.C. até o século V d.C.

Ø  Alto Império:
Representava uma grande estabilidade política. Este período ficou conhecido também como “Século de Otávio”.
Foi também nessa fase que a política do “Pão e Circo” consolidou-se.
Durante o Alto Império surgem algumas dinastias, entre elas:
I.             Dinastia Júlio-Claudiana:
Foi a dinastia que sucedeu a Otávio. Foi marcada por disputas pelo poder e por algumas ações consideradas imortais.
1º Tibério Cláudio- caiu no desgosto do povo por ter assassinado um popular general;
2º Calígula- ficou conhecido por seu despotismo. Chegou a nomear seu cavalo como cônsul. Foi assassinado pela guarda pretoriana;
3º Nero- passou a perseguir cristãos e judeus, por contestarem a teocracia. Incendiou Roma com o objetivo de reconstruí-la. Mandou matar a mãe, esposas e irmão. Por fim, pediu que um de seus escravos o matasse.

II.           Dinastia dos Flavianos (Flávios):
1º Vespasiano- usou grande número de proletários na construção de grandes obras, como o Anfiteatro Flaviano (Coliseu);
2º Tito





III.         Dinastia dos Antoninos:
Houve, novamente, estabilidade e prosperidade para as classes dominantes.
1º Nerva
2º Trajano- aumentou a arrecadação de impostos, incentivou a agricultura e fez com que o Império Romano chegasse ao auge de sua expansão territorial;
3º Adriano e Antonio Pio- mantiveram o território seguro e em paz;
4º Marco Aurélio- passou grande parte de seu reinado enfrentando as invasões bárbaras.

IV.         Dinastia dos Severos:
Não conseguiu conter o início da decadência do Império.
1º Caracala- promulgou o Édito de Caracala (212), estendendo a cidadania romana a todos os habitantes livres do Império. O que contribuiu para a Crise do Escravismo, porque assim, não se poderia escravizar os “romanos”, agora. Durante seu governo, iniciaram as invasões bárbaras pacíficas; que foram as entradas de bárbaros nas Instituições Romanas.

Ø  Baixo Império:
O Império Romano já estava grande o suficiente e o imperador já encontrava “dificuldades” para administrar algo tão grande. Por isso, Trajano chegou ao ponto máximo, ao limite de extensão territorial. Sem conquistas o fluxo de escravos diminuiu consideravelmente e o Império começou a ficar sem mão de obra.
Com isso, no governo do Imperador Constantino, surgiu a Lei do Colonato, que trouxe consigo a servidão. Como consequência, ocorreu o êxodo urbano; pois as pessoas estavam sem trabalho, comida, casa nas cidades e no campo elas teriam tudo isso, por isso foram para lá.
Com isso, o Império percebeu que estava perdendo poder e resolveu que tinha que fazer alguma coisa e houveram diversas tentativas de restaurar a ordem, entre elas:




·         Tetrarquia- instituída durante o governo do Imperador Diocleciano, mas não deu certo.
·         Édito Máximo- também instituído no governo de Diocleciano, contava com o tabelamento de preços de todos os produtos. Mas gerou desvalorização monetária e não deu certo.
O Imperador Constantino, decide colocar duas capitais no Império. No lado Ocidental a capital era Roma. Já no lado Oriental a capital era Bizâncio, que depois ficou conhecida como Constantinopla.
Ele também instituiu o Édito de Milão (313) que deu liberdade de culto aos cristãos.
Tempos depois, o Imperador Teodósio implantou a Lei Tessalônica (380) que fiscalizava o cristianismo em Roma, mais precisamente, a Igreja Católica.
Durante seu governo ocorreu o Cisma do Império Romano, de um lado (Ocidente) ficou Roma e de outro lado (Oriente) o Império Bizantino (=Constantinopla).
A crise econômica, gerada pela crise de abastecimento, crise do escravismo, inflação alta... Juntamente com o aumento das invasões Bárbaras, agora violentas, contribuíram para a invasão de diversos povos e com a invasão dos Hérulos, derrubando Rômulo, em 476 d.C. Roma caiu. 



segunda-feira, 9 de maio de 2016

Revisão de História- Revolução Russa (Revolução Bolchevique)- ENEM 2017

Oi gente! Tudo tranquilo? Hoje eu trago para vocês um assunto que eu amo demais: Revolução Russa ou Revolução Bolchevique ou até, Revolução de 1917. Vale ressaltar que essa é uma GRANDE aposta para a prova de Humanas do Exame Nacional do Ensino Médio, visto que neste ano completa-se 100 anos da Revolução. Espero que a revisão seja útil e que vocês aprendam mais. Qualquer dúvida já sabem o que fazer, estarei esperando. Beijão e bons estudos.

Com o advento da Revolução Industrial e a ascensão do capitalismo alguns grupos sentiam-se explorados e tinham a necessidade de viver em uma sociedade mais igualitária. Os russos começaram a pensar assim e, por conta disso, começou a efervescer um sentimento revolucionário.


v Antecedentes:

·        Czarismo- Rússia vivia dentro de um modelo de governo absolutista, que começava a desagradar boa parte da população;
·        Ochrama- polícia política que controlava o ensino, a imprensa e os tribunais;
·        Feudalismo- no começo do século XX a Rússia ainda era um país extremamente agrário; o que, tempo depois, causou fome e desigualdade. Os trabalhadores rurais viviam em extrema pobreza e mesmo assim tinham de pagar altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II.
·        Industrialização Frágil- por grande parte de a população viver no campo  e as atividades econômicas serem rurais, a industrialização russa era muito frágil;
·        Guerra da Manchúria (1904)- conflito entre Japão e Rússia. Este conflito desorganizou a economia, piorando a situação dos operários e camponeses. A derrota acirrou os ânimos contra o Czar.
·        Primeira Guerra Mundial- faltavam alimentos na Rússia czarista, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo assim, Nicolau II jogou a Rússia numa guerra mundial. Os gastos com a guerra e os prejuízos fizeram aumentar muito a insatisfação popular com o czar.

Em meio a tudo isso, surgiam grupos que visavam a derrubada do imperador. Entre essas forças, destacava-se:
·        Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), fundado em 1898. Em 1903, o POSDR se dividiu:
®    Bolcheviques- liderados por Lenin. Acreditavam que a revolução deveria ser dirigida pela classe operária, em aliança com os camponeses e que por meio da luta armada se chegaria ao poder.
®    Mencheviques- liderados por Martov. Acreditavam que a revolução deveria ser dirigida pela burguesia e se chegaria ao poder por vias pacíficas, como as eleições.

Ou seja, o que as separava eram as divergências de ordem política e de caráter tático.

Além dessas duas visões sobre a revolução, havia uma terceira: a de Trotski, que formulava uma teoria conhecida como “Revolução Permanente”. Ele concordava com os Bolcheviques, mas acrescentava que, ao chegar ao poder, a classe operária deveria fazer sua própria revolução.


v Domingo Sangrento- “Ensaio Geral”:
Em 1905, quando se tornou evidente que o czarismo não traria saldos positivos, diversas revoltas explodiram em território russo. Ascendia, então, o processo revolucionário na Rússia. Os operários estavam revoltados com os baixos salários, com a fome, com a desigualdade e com a exploração.

Em janeiro de 1905, um movimento pacífico, liderado pelo padre George Gapon, deslocou-se em direção ao Palácio de Inverno, em São Petersburgo.

Os manifestantes levavam um documento destinado ao czar Nicolau II, pedindo melhores condições de vida e trabalho, Reforma Agrária e a constituição de uma Assembleia Nacional.

Apesar do tom pacífico da manifestação, a guarda nacional abriu fogo contra os manifestantes, matando centenas deles, o que serviu para aumentar ainda mais a impopularidade do imperador.

Depois do massacre, o imperador acabou tendo noção do que havia feito e das consequências de tal ato. Em uma tentativa de amenizar a situação, ele criou um Parlamento, conhecido por DUMA.

v A Revolução de Fevereiro (Menchevique):
Aos poucos, os partidos políticos e as agremiações de classes ganharam apoio popular e legitimidade.
Em fevereiro de 1917, ocorreram diversos protestos que pediam, sobretudo, a saída de Nicolau II do poder.
Os revoltosos tomaram as fábricas, ocuparam instituições oficiais, passaram a controlar o deslocamento de trens e se aproximaram das forças oficiais insurgentes.
Em decorrência desses acontecimentos, o Czar Nicolau II foi deposto no final daquele mês.
De imediato, foi constituído o Soviete de Petrogrado, uma espécie de Parlamento Proletário, que passaria a disputar o poder na capital. Além disso, também passou a combater a DUMA.
Por outro lado, a DUMA elegeu o governo provisório, com o objetivo de reestabelecer a ordem. Pretendia, também, consolidar o regime monárquico constitucional e tinha como líder Lvov, sob influência de Alexander Kerenski.
Apesar do desejo de paz que animava grande parte da população, o novo governo decidiu permanecer na Grande Guerra. 
Somado a esses fatores, tem-se o fato de que os exilados passaram a retornar ao território russo, como Vladimir Lenin, banido após a Revolução de 1905.


v Teses de Abril e os Bolcheviques:
Em abril de 1917, Lenin retornava do exílio.
Ao chegar em Petrogrado começou a propagar ideias marxistas. Tais ideias se concretizaram com um texto intitulado “Teses de Abril”, que exigia:
·         Paz- saída da Rússia da Guerra;
·         Pão- distribuição alimento;
·         Terra- Reforma Agrária.

Contudo, as Teses não foram bem repercutidas entre os conservadores, já que instigava agitações dos camponeses e operários contra o governo provisório.
Aos poucos, grupos liderados por revolucionário e bolcheviques passaram a almejar “todo o poder aos sovietes, aos operários e aos camponeses”. Em meio a tudo isso, ascendia a figura de Leon Trotski, importante na liderança bolchevique.
Para tal organização, era necessário seguir o curso da revolução a fim de consolidá-la. Mas, para isso, era preciso superar o controle político exercido pela DUMA.

v Revolução de Outubro (Bolchevique):
Na noite de 24 de outubro de 1917, os bolcheviques assumiram o controle de Petrogrado, obrigado Kerenski a fugir.
Para ocupar o poder, foi constituído o Conselho dos Comissários do Povo, presidido por Lenin, que proclamou o nascimento da República Soviética Russa, em 26 de outubro de 1917.
Logo se realizou o Congresso dos Sovietes, que tomou medidas bastante importantes:
·         Articulação para a assinatura do Tratado de Brest-Litovski (assinado com a Alemanha, garantia a saída da Rússia da Primeira Guerra Mundial);
·         Prisão das lideranças políticas ligadas à monarquia absolutista.

v A Guerra Civil (1918-1921):
Após a revolução Bolchevique, o Exército Branco (mencheviques, membros da nobreza, oficiais ligados ao Czar) – apoiado pela Inglaterra e França - tentou desarticular a escalada de poder dos revolucionários.
O receio dos países que apoiavam tal Exército era que fossem disseminadas ideias socialistas pela Europa.
Apesar do apoio de potências europeias, o Exército Branco não obteve êxito no enfrentamento contra o Exército Vermelho, que tinha um forte apoio popular.
Após vários conflitos e mortes, em 1921, a guerra civil chegou ao fim com vitória do Exército Vermelho.

A Guerra civil durou três anos e causou um enorme estrago: reduziu a produção agrícola à metade, milhões de pessoas foram mortas e a produção industrial caiu. Diante dessa situação, o governo instituiu um Comunismo de Guerra, em que todos os setores da economia foram estatizados.

A partir de então, começaram greves operárias em Petrogrado e nessa época todos os partidos políticos foram proibidos, ou seja, a Rússia virou um Império de um único partido: o Partido Comunista. Os Bolcheviques acreditavam que a revolução na Rússia daria início a um processo internacional, mas não foi o que aconteceu, e eles estavam contando com isso para poder implantar melhor o socialismo na Rússia. Tendo isso em vista, que nenhuma outra revolução socialista deu certo, eles tinham que tomar uma decisão para garantir o sucesso da implantação na Rússia e então eles implantaram a Nova Política Econômica (NEP), idealizada pelo Lenin, com o objetivo de estimular a agricultura, combater a fome e aumentar o vínculo dos comunistas com os camponeses. Junto a NEP, foram estabelecidas algumas decisões:
·        Direito a pequena propriedade privada;
·        Pequeno retorno da economia de mercado para que os socialistas pudessem avançar em um futuro próximo (“um atrás para depois dar dois à frente”).

Em 1922 foi instituída uma nova constituição, onde as diversas repúblicas passaram a formar a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Revisão de História- Antiguidade Clássica- Roma- ENEM 2016

Oi meus amores, novamente venho trazer para vocês um pouco que sei sobre a Antiguidade Clássica, mais precisamente, Roma. Este post não terá uma segunda parte, pois está completo. Qualquer dúvida podem me procurar. Mostrem para seus amigos, professores, pais... Me ajudem a chegar em 10 mil views. Um prêmio meu e de vocês, possibilitado por vocês. Espero que isso aqui possa ajudar vocês. Beijão e bons estudos.

        Roma:
A fundação foi feita por Latinos, Gregos, Sabinos e Etruscos. Mas também teve a formação lendária, por Rômulo e Remo.
Os Etruscos dominaram a Roma e a partir daí implantaram a Monarquia.
            I.        Monarquia (753 a.C. – 509 a.C.):
A Monarquia romana funcionava da seguinte maneira: Rei + Senado.
Ou seja, os poderes do Rei, de uma forma ou de outra, eram limitados pelo Senado.
O Senado era composto por Patrícios.
Na Monarquia a sociedade foi dividida da seguinte forma: (respectivamente)

 Patrícios: latifundiários;
 Plebeus: pequenos proprietários e comerciantes;
 Clientes: pobres que dependem dos patrícios;
 Escravos

Com a morte do último Rei, Tarquino “O Soberbo”, o Senado proclamou a República.

         II.        República (509 a.C. – 27 a.C.):
O termo República deriva do latim “Reles Public”, que significa “para todos”.
Quando começou a república, no primeiro momento ocorreu a Consolidação.
·         Consolidação: o objetivo era consolidar essa república em uma república para todos. Já que como, anteriormente, o Senado era o ‘órgão público’ mais presente e era comporto por Patrícios, ocorria um monopólio do poder.
Nessa fase, surgiram cargos públicos, tais como:
1.     Magistraturas- eram “vigiados” pelo Senado.
®    Cônsules- poder executivo;
®    Pretores- poder judiciário;
®    Questores- tesouro público (finanças);
®    Censores- contagem populacional;
®    Edis- policiamento das cidades;
®    Ditador- suprime os outros poderes;
           assume em épocas de guerras ou agitações;
               duração de 6 meses a 1 ano.
2.    Assembleias Populares- elegiam magistraturas.
®    Ass. Curial (Cúrias)- ligadas a religião;
®    Ass. Centurial (Centúrias);
®    Ass. Tribal (Tribúnicas);

Ou seja, a República nasceu para ser algo de todos, mas não estava ocorrendo isso. Pois os Patrícios monopolizavam a vida em Roma.
Com um tempo a insatisfação começou a surgir para com os Plebeus e eles acabaram entrando em conflito com os Patrícios, pedindo benefícios.
“Os plebeus eram a base do exército romano e quando souberam que um povo inimigo iria invadir Roma, seguiram para as montanhas, deixando o exército romano “nas mãos”. Os patrícios, então, reconhecendo a importância dos plebeus na sociedade, foram atrás deles pedir que eles voltassem. Eles disseram que só voltariam quando tivessem benefícios na sociedade romana.”
O protesto deu certo e foram criadas as Leis Plebéias. Algumas delas:
1.     Tribuno da Plebe:
Tinham o poder de vetar as leis.
2.    Leis das XII tábuas:
As leis não eram escritas, ou seja, quase ninguém sabia que elas existiam. Logo, que as criou usava-as a favor de si mesmo. Com isso, os desfavorecidos, pediam leis escritas para que todos soubessem da existência das mesmas.
3.    Leis Canuléias:
Permitia o casamento entre Patrícios e Plebeus.
4.    Leis Licínias:
Fim da escravidão por dívida;
Ampliação do Tribuno da Plebe, agora os plebeus podiam criar leis.
5.    Lei Ogúnia:
Plebeus podiam ter o cargo de sacerdote.
6.    Lei Hortência:
Criou o Plebiscito- poder da Plebe.

Nessa época houve uma expansão territorial, o que aumentou o fluxo de escravos. E essa expansão se deu por um único ponto:
“Quando os plebeus se sentiram mais cidadãos eles participaram mais no exército, o que ajudou na expansão militar. Quando ele ajudou na expansão militar Roma conquistou mais dinheiro, concedendo mais prestígio aos plebeus, como forma de retribuição.” E isso virou um círculo vicioso.
·         Guerras Púnicas: foi uma série de conflitos entre Roma e Cartago pela posse da Sicília e monopólio do comércio do Mediterrâneo.
1º Guerra Púnica: ocorreu no território da Sicília e como os romanos estavam amis preparados, venceram os Cartagineses. Dominando a Sicília.

2º Guerra Púnica: depois de quase 20 anos de preparo, entrou em cena um dos maiores líderes cartagineses: Aníbal Barca. Que tinha a estratégia de percorrer o Norte da África, passando pelo Estreito de Gibraltar, cercando os romanos pelo Norte.
Não deu certo, pois ao passar pelos Alpes Suíços, perdeu bastante integrantes do exército.
Quando chegaram em Roma o embate começou. E como Aníbal sempre almejou, Roma deveria ser saqueada e destruída.
Até que, um general romano, chamado Cipião, aproveitou que Cartago estava “desprotegido” e teve a ideia de invadir Cartago. Mas ao saber disso, Aníbal decidiu que tinha que voltar à Cartago e proteger seu povo.

3º Guerra Púnica: no Senado, as discussões sobre o que fazer com Cartago, até que surgiu a ordem: “destruam Cartago” e assim foi feito.

Consequências da Guerra:
Benéficas- monopólio do Mar Mediterrâneo (Maré Nostro);
                  consolidação do modo de produção escravista;
                  conquista de terras e escravos;
                  
Maléficas- empobrecimento da plebe- concorrência com o latifundiário e mão de obra escrava;
                 êxodo rural- massa plebeia pobre nas cidades.

·         Crise da República: a população (plebeus) estava bastante insatisfeita, então o Tribuno da Plebe, elegeu Tibério Graco.
1.     Tibério Graco- tentou instaurar a Reforma Agrária, mas acabou prejudicando os Patrícios, que eram latifundiários, e por isso acabou sendo assassinado.
2.    Caio Graco- tentou implantar a Lei Frumentária, que previa diminuir os preços do trigo para os plebeus. Mas como prejudicou os Patrícios, foi assassinado.
3.    Ditador Mário- com o alistamento obrigatório, os soldados começaram a ganhar salários. Com o pagamento de salários ele teve que aumentar os impostos para obter verbas, o que insatisfez os Patrícios e em decorrência disso, foi assassinado.
4.    Ditador Sila- optou por ampliar o poder do Senado, reprimindo, assim, revoltas populares. Por agradar os Patrícios, permaneceu 10 anos no poder.
5.    Revolta de Spartacus (Espártaco)- foi uma revolta de escravos que lutavam por sua liberdade. Spartacus (Espártaco) era um gladiador. Tempos depois, Crassus (Crasso) –general romano- deu fim a revolta dos escravos.
6.    Os Triunviratos- o caos estava instalado em Roma. A decadência da República, que tentou ser revolvida com os Irmãos Graco, posteriormente com os ditadores Mário e Sila e deflagrada com a Revolta dos Escravos, tentaria ser resolvida com os Triunviratos; quando o Senado resolveu dividir a Roma em três partes.

®    1º Triunvirato- Pompeu, Crasso e Júlio César. Júlio César recebeu apoio financeiro de Crasso. Mas no fim, ele dominou Roma e se proclamou ditador vitalício. Mas o Senado começou a temer César e ele acabou sendo assassinado.
®    2º Triunvirato- Marco Antônio, Lépido e Otávio. Otávio venceu os outros. Concentrou o poder em suas mãos e se tornou imperador. 

Revisão de História- Antiguidade Clássica- Grécia (Parte 2)- ENEM 2016

Oi meus amores, como já havia falado, a segunda parte de Grécia está prontinha e bem completa para vocês. Fiz com bastante carinho e cuidado. Espero que seja útil e que vocês gostem. Para me ajudar, mostrem para os amigos de vocês, professores... Vamos juntos chegarmos as 10 mil views. E já sabem o que fazer se tiverem dúvidas. Beijão e bons estudos.

    Período Arcaico:
Foi o período em que se deu a formação das Polis, que eram as cidades-estados gregas. Estas, eram independentes e autônomas entre si. Nesse período surgiram as duas mais importantes cidades-estados: Esparta e Atenas.
1.     Esparta:
Dividiu sua sociedade da seguinte maneira:
1- Espartanos- latifundiários;
2- Periecos- estrangeiros livres- comerciantes;
3- Hilotas- escravos. 
Tinham uma cultura militarista (Leis de Licurgo). A economia espartana era baseada na agricultura. A política era uma Diarquia.
o   Gerusas (Gerontes)- grande conselho;
o   Eforato (Éforos)- poder executivo e judiciário;
o   Ápela- assembleia popular- poder legislativo

2.    Atenas:
Dividiu sua sociedade da seguinte maneira:

1-    Eupátridas- latifundiários;
2-   Metecos- estrangeiros;
3-   Escravos

Tinham uma cultura voltada para a Arte e a Filosofia. Ambas têm uma ligação direta com o trabalho escravo. Pois, uma vez que tinham escravos trabalhando, os outros (homens livres) tinham tempo para pensar na Arte e na Filosofia ateniense.
Tinham uma economia voltada para o comércio marítimo.
A política ateniense era, no começo, uma Monarquia Despótica que evoluiu para uma Oligarquia Eupátrida. Até que surgem alguns reformadores e implantam uma Democracia.
o   Dracon- funda as Leis Draconianas (leis escritas);
o   Sólon- decretou o fim da escravidão por dívida e implantou o Sufrágio Censitário (voto por renda);
o   Tiranos- acabaram com a democracia e adotaram políticas populares.  (Psistrato, Hipias e Hiparcos);
o   Clistenes- foi o pai da democracia e, combatendo os tiranos, fez com que ela voltasse.
Ostracismo- qualquer cidadão que se opor a Democracia será expulso por 10 anos. O ostracismo tem como princípio:
                                                           I.        Isegoria- igualdade à palavra;
                                                        II.        Isocracia- igualdade de poder;
                                                     III.        Isonomia- igualdade de direitos.

Þ    Período Clássico:
Foi o “Período das Guerras”.
1.     Guerras Médicas: (de certa forma, foi um momento próspero)
Foi a luta entre Gregos e Persas pela posse da Ásia Menor e monopólio do comércio no Mar Egeu.
Durante a Guerra, ocorreu a Confederação de Delos, surgindo assim, a Liga de Delos; que foi a união das polis gregas, lideradas por Atenas para lutarem contra os Persas. Porém, Esparta, como grande rival de Atenas, não entrou na Liga.
No embate, vitória grega, consequentemente, vitória da Liga de Delos, de Atenas.
A partir de então, Atenas começa seu período imperialista (expansionista), conhecido como “Século de Ouro de Atenas”. O que possibilitou um grande crescimento econômico, com o domínio da Ásia Menor e comércio no Mar Egeu; político, com o reformador Péricles; e um crescimento cultural, no período Socrático.
Esparta, estava sendo prejudicada com o crescimento de Atenas e organizou uma liga para combater Atenas. Essa liga ficou conhecida como Confederação do Peloponeso. Essa liga teve como principal objetivo combater a Liga de Delos, consequentemente, Atenas.

2.    Guerra do Peloponeso: (de certa forma, foi um momento de retrocesso)
Foram lutas de gregos (Esparta- Liga do Peloponeso) contra gregos (Atenas- Liga de Delos), contra o imperialismo ateniense.
Vitória espartana.
Tempos depois, as cidades ficaram enfraquecidas e a Macedônia invadiu Grécia.

Þ    Período Helenístico:
Alexandre, O Grande conquista a Grécia e mistura a cultura Helênica com a Oriental, formando a cultura Helenística.
Com a morte de Alexandre, a Macedônia se fragmenta e é invadida pelos romanos.