domingo, 25 de setembro de 2016

Revisão de História- Brasil Colônia (1500-1822)- Parte 1

Oi meus amores, tudo bem? Hoje, com muita felicidade, vislumbramos mais uma parte de História do Brasil. De volta à 1500, trouxe a primeira parte de Brasil Colônia para vocês. Estendi até a expulsão dos holandeses. Espero que seja útil e que vocês gostem. Não se esqueçam de mostrar para todo mundo e qualquer dúvida contem comigo, será um prazer. Beijão e bons estudos.


No dia 22 de abril de 1500, após 44 dias de viagem, a frota de Pedro Álvares Cabral vislumbrou terra.
Naquele dia, o Brasil – batizado de Ilha de Vera Cruz- misturava sua história ao curso da história da Expansão Europeia.
Descoberto em pleno Renascimento, o Brasil não foi imediatamente explorado, pois para os portugueses as colônias orientais eram, na época, bem mais rendosas. Além disso, o Brasil era uma terra totalmente desconhecida, nada se sabendo de suas características geográficas nem de seus habitantes.
“[...] não havia ouro à flor da terra, nem impérios a serem conquistados.” A coroa portuguesa desinteressou-se de colonizar o Brasil, embora não deixasse de enviar frequentes expedições à nova colônia.

Ø  Período Pré-Colonial (1500-1531):
A nova terra é, então, abandonada durante, mais ou menos, 30 anos. Pois os olhares do mundo voltavam-se para as Índias e suas especiarias.
Esse período de 31 anos de “abandono” do Brasil é chamado de Pré-Colonial; pois o termo colônia quer dizer exploração e povoamento. Se não tinha povoamento não tinha colônia.
Com um tempo, os olhares ambiciosos do europeu notaram a existência de Pau-Brasil e como o comércio deste era rentável, não perderam tempo e logo começaram a exploração da árvore que, tempos depois, daria nome ao país.
Inicia-se, então, o ciclo do Pau-Brasil, que durou 31 anos.
Com todas as forças voltadas para essa exploração, algumas práticas tornaram-se frequentes, entre elas, o escambo.
Com esse ciclo, surgiu também, as feitorias.

Ø  Período Colonial (1531-1822):
Tempos depois da chegada, a corte portuguesa começou a abrir os olhos para a nova terra e notou o valor que ela tinha.
Criou receio, então, de perdê-la; especialmente porque, desde 1504, franceses chegavam à Ilha de Santa Catarina, logo seguidos pelos espanhóis. Desse modo, perceberam que só havia uma forma de proteger o Brasil: povoando-o. E é assim, que inicia-se o Período Colonial.
A partir de 1530, Portugal começa a ficar instável. Além das invasões às novas terras, começa a perder monopólio do comércio de especiarias. E o povoamento das terras brasileiras seria a solução para estes dois problemas.
Assim, em 1530, D. João III, determinou o envio da expedição colonizadora comandada por Martim Afonso de Sousa, que aqui chegou em 1531.
Essa expedição trazia consigo o objetivo de colonizar o Brasil, contudo, as ambições da Coroa iam mais além do que uma mera expedição poderia alcançar.
Então, em 1532, D. João decidiu implantar as Capitanias Hereditárias, dividindo as terras brasileiras em 15 lotes de terras.
Os documentos pelos quais o rei transmitia aos donatários a tarefa de colonização eram:
·         Carta de Doação- certificado de posse de terra.
·         Carta de Foral- regulamentava a administração das terras conquistadas.

ª     Ciclo do Açúcar (1531-1654):
Com a extração do pau-brasil entrando em decadência, o rei de Portugal começou a pensar em uma outra forma de explorar o território.
Sabia-se que as terras brasileiras eram férteis. Pero Vaz de Caminha já tinha afirmado:
        [...] “dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.”
 E com essa realidade, o rei pensou em algo que estava em alta na Europa: - o açúcar.
Além de possuir terras férteis, o Brasil também possuía grandes extensões de terras. E além de obter lucros, também iria ocupar as terras que estivessem vazias.
Em 1531, Martim Afonso de Sousa introduziu a Cana-de- Açúcar no país. Fundando a vila de São Vicente e o primeiro engenho açucareiro.
As capitanias de São Vicente (fundada por Martim Afonso) e de Pernambuco (fundada por Duarte Coelho) foram as únicas que prosperaram.
A forma de exploração da terra se assemelhava a exploração das colônias do Sul das 13 Colônias (plantations).
1-    Monocultura;
2-   Latifúndios;
3-   Exportação;
4-   Escravos.
No começo, utilizavam mão-de-obra escrava dos índios, pois a Carta de Foral permitia; contudo foi uma medida revogada em 1548, por conta das missões Jesuítas e o comércio de negros passa a ser mais lucrativo.  

ª     Governos Gerais:
Diante do insucesso das Capitanias Hereditárias – que não deu certo pois o território, por ser muito grande, era mal administrado. Ocorriam muitos conflitos internos, nem todas foram habitadas, dificuldade em manter contato com a Coroa, má eficiência dos capitães donatários - o território brasileiro necessitava de uma centralização de poder, de um órgão que resolvesse os problemas. Ademais, a Corte só entendeu isso em 1548, quando é instaurado o Governo-Geral.
Foi construído em Salvador (primeira capital do Brasil).
O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza.
¨      Tomé de Souza (1549-1553)- trouxe a primeira leva de negros e o primeiro bispado para o Brasil, com o Bispo Sardinha.
¨      Duarte da Costa (1553-1558)- trouxe consigo o jesuíta José de Anchieta. Fundou, na capitania de São Vicente, a origem da cidade de São Paulo. Foi em seu governo que os Huguenotes chegaram ao Brasil, fundaram a França Antártica, por volta de 1555.
®     Invasões Francesas:
As terras do novo continente, em sua maioria, tinham sido divididas entre Espanhóis e Portugueses e isso causou insatisfação nos outros países europeus, principalmente na França e Inglaterra.
Francisco I, rei da França, chegou a ironizar o Tratado de Tordesilhas.
Francisco era contra a doutrina do “mare clausum” (mar fechado), neste caso, fechado aos Portugueses e Espanhóis. E então, o rei da França começou a expandir ideais do “mare liberum” (mar aberto) e fez crescer no povo francês uma vontade de expandir.
A partir de então, armadores e comerciantes franceses passaram a enviar um fluxo constante de expedições ‘ilegais’ ao Brasil. Logo estabeleceram uma relação amigável com os indígenas, coisa que os portugueses não tiveram a proeza de conseguir.
Duarte da Costa não conseguiu expulsá-los e foi substituído por Mem de Sá. 
¨      Mem de Sá (1558-1572)- [continuação das Invasões Francesas]:
Fundaram, na atual cidade do Rio de Janeiro, a França Antártica e se aliaram aos índios Tamoios, dando origem a Confederação de Tamoios. Essa Confederação chegou a apoiar a invasão francesa contra os portugueses.
Tentou, por diversas vezes, expulsar os franceses da região, mas não conseguiu.
Até que, com a ajuda de José de Anchieta, que conseguiu “convencer” os índios a cederem; conseguiu, em 1563, um tratado de paz com os portugueses, chamado de Armistício de Iperoig.
Além de combater os franceses, Mem de Sá também determinou a criação de mais engenhos e a compra de mais escravos.
Após sua morte, o Brasil é divido em dois governos (Norte e Sul), até a chegada da Corte Portuguesa, em 1808.

ª     União Ibérica- Período Filipino (1580-1640)
Por volta de 1578, a situação política, econômica e social de Portugal, estava instável. O rei português, D. Sebastião, decidiu guerrear, em um conflito que ficou conhecido como Batalha de Alcácer-Quibir. Acabou morto.
D. Sebastião não tinha herdeiros e quem acabou assumindo o trono português foi seu tio, Cardeal Dom Henrique; que tinha uma idade avançada e morreu dois anos depois.
Em 1580, quando o Cardeal morre, inicia-se a União Ibérica.
Na linhagem sucessiva, estava Felipe II, da Espanha. E, apoiado por nobres portugueses, ele assume.
Ao assumir, enfrentou pouca resistência e oposição.
Felipe, invés de dominar o reino, manteve sua autonomia, suas leis, sua língua e a estrutura administrativa.
Quando a Espanha passa a dominar Portugal, consequentemente, passa a dominar todas as terras que pertenciam a Portugal. E então, a Espanha passa a ter o monopólio de quase todas as terras descobertas do planeta. Isso causou uma tamanha insatisfação nos outros países, principalmente Inglaterra, França e Holanda.
A Holanda, então, pensa em uma forma de enfrentar a Espanha, mas não diretamente. E a estratégia acaba sendo a invasão de territórios espanhóis; e assim, a Holanda acaba invadindo o Brasil.
O Brasil foi um lugar estratégico, pois tinha produção açucareira e tráfico negreiro.
Invadir o Brasil era unir o útil do lucro açucareiro ao agradável da vingança contra a Espanha.
A invasão holandesa no Nordeste foi promovida pela Companhia das Índias Ocidentais.
O primeiro ataque ocorreu em 1624, na Bahia, com o objetivo de tomar a sede administrativa colonial, Salvador. Acabaram derrotados e tiveram que sair.
Eles perceberam que tinham que invadir um local menos protegido, mas com grande importância para a colônia, e foi aí que pensaram na capitania de Pernambuco.
Em 1630, atacaram o litoral pernambucano e depois de constantes enfrentamentos com tropas portuguesas conseguiram dominara região, em 1635.
Para reerguer o nordeste açucareiro, a Companhia das Índias Ocidentais nomeou um governador holandês para o Brasil: Maurício de Nassau, que governou Pernambuco de 1637 até 1644.
Uma das primeiras medidas tomada é a proibição do tráfico negreiro e substituição do negro pelo índio, o que faz surgir os primeiros Bandeirantes e acaba fazendo com o que país expanda territorialmente.
Nassau investiu fortemente na infraestrutura de Pernambuco, fez grandes obras públicas, na tentativa de criar uma cidade no Brasil parecida com a capital holandesa.
Além disso, trouxe diversos artistas e cientistas para o Brasil, como o pintor Frans Post.
E também investiu pesado na produção açucareira.
Os holandeses também chegam na região que atualmente corresponde ao estado de Alagoas e lá, apoiados por Juan Domingos Calabar, acusado de traidor, invadem e conquistam Porto Calvo.
Porém nem tudo são flores. Mais cedo ou mais tarde esse ápice dos holandeses iria acabar.
A saída de Nassau do governo holandês no Nordeste, em 1644, pôs fim à boa convivência que se tinha estabelecido entre colonos e holandeses.
Os novos administradores tentaram recuperar os gatos feitos por Nassau e aumentar os lucros da companhia holandesa. Pressionaram os fazendeiros a pagar os empréstimos concedidos sob ameaça de confiscar suas terras ou a produção. Tal realidade deflagrou uma nova guerra entre colonos e holandeses.

¨      As Guerras de Expulsão:
Portugal queria recuperar o controle da rica região açucareira, mas não tinha condições financeiras de apoiar os colonos. A única saída vista pelos colonos foi, então, formar milícias em várias partes do Nordeste.
Os combates para expulsão dos holandeses ficaram conhecidos como Insurreição Pernambucana (1645-1654).
Em 1645, estoura a Batalha de Tabocas.
A situação era complicada, portugueses não tinham um forte preparo para a luta. Até que em 1648, dois exércitos rivais se defrontaram nos montes Guararapes.
O combate conhecido como a Primeira Batalha dos Guararapes aumentou a moral dos insurretos.
A Segunda Batalha dos Guararapes foi um confronto decisivo.
Mesmo assim, os invasores resistiram até 1654. Contudo, a Holanda desistiu da guerra do açúcar abrindo mão do Brasil.  




sábado, 27 de agosto de 2016

Revisão de História- Revolução Francesa- ENEM 2016

Oi meus amores, tudo bem? Hoje, trouxe mais um assunto que é recorrente no ENEM e em Vestibulares. Espero que consiga ajudar e que vocês gostem. Qualquer dúvida podem deixar aqui ou nas minhas outras redes sociais. No mais, bons estudos e beijão.

®    Revolução Francesa (1789-1799):
Foi o maior evento que buscava o rompimento do Antigo Regime europeu. Diferentemente da Revolução Inglesa, se expandiu para o resto do mundo, propagando ideais Liberais e Iluministas.
Obs.: Iluminismo foi um movimento filosófico, social, político e cultural que defendia a razão como o melhor caminho para alcançar a liberdade.
Este movimento promoveu mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Alguns pensadores Iluministas são:
-John Locke- considerado o “pai do Iluminismo”;
-Voltaire;
-Montesquieu;
-Rousseau.
Foi o marco da passagem da Idade Moderna para a Idade Contemporânea. 

Ø  Antecedentes:
Se pararmos um pouco, veremos que uma palavra que resume exatamente o que a França estava passando é: “crise”.
A França estava passando por uma crise agrária, consequentemente, os preços dos produtos acabaram aumentando.
Junto a isso, a taxa de desemprego só aumentava.
Ou seja, a França estava passando por problemas econômicos, sociais e vivendo um regime absolutista (sociedade estamental).
Era uma crise socioeconômica que leva a uma crise política, na qual a corte é contestada e Luís XVI sofre pressão constante.
·         Crise econômica- França tinha acabado de perder uma guerra contra a Inglaterra (Guerra dos Sete Anos), além de ter mandado parte de seus soldados para lutar na Guerra de Independência dos Estados Unidos.
·         Crise social- Corte Perdulária: a Nobreza e o Clero não pagavam impostos, ou seja, o povo sustentava toda a sociedade francesa, pagava altos impostos para bancar a vida luxuosa de festas e bailes da corte francesa. O povo, cansado das desigualdades sociais, começou a ser fortemente influenciado pelos ideais Iluministas.

Ø  O Contexto da Revolução:
Vendo todos os problemas que a França enfrentava, o rei, pressionado pelo 1º e 2º estado, convocou os Estados Gerais para discutirem a situação e para direcionamento das escolhas.
Obs.: A sociedade na França era dividida em três Estados, chamados de Estados Gerais.
                              

I-             Clero (1º Estado);
II-           Nobreza (2º Estado);
III-         Povo + Sans Culottes (3º Estado).
Porém, o povo representava uma ameaça à soberania do rei, e então, o rei acabou dissolvendo os Estados Gerais. Contudo, os representantes do 3º Estado uniram-se e formaram a Assembleia Nacional, que tempo depois ficou conhecida como Assembleia Constituinte e tinha como objetivo a criação de uma Constituição.
Com toda a movimentação no espaço urbano, o campo acabou ficando à margem de toda a situação. Estoura então, um período chamado de “O Grande Medo”, que durou mais ou menos um mês; foi um momento em que os camponeses se revoltaram, atacando propriedades, matando nobres.
Passado isso, a Assembleia queria retornar com a ordem social que tinha, então acabaram aprovando muitas leis; como por exemplo: tiraram os impostos senhoriais (herança feudal), confiscaram bens da Igreja e foi aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (documento contra a sociedade do Antigo Regime, inspirada nos ideais liberais e iluministas, pregava a divisão dos poderes, liberdades individuais, o direito a propriedade privada), também foi aprovada a Constituição Civil do Clero (que começou a separar o Estado e a Igreja, tirar os privilégios fiscais da nobreza).
Assim, a França estava caminhando para se tornar uma Monarquia Constitucional. Consequentemente, o Rei não estava nem um pouco satisfeito com a situação, já que estava, também, perdendo poderes.
Foi aprovada, então, a Constituição de 1791, que transformou a França numa Monarquia Constitucional, oficializando a divisão de poderes, propriedade privada.
Contudo, ameaças estrangeiras começaram a rondar a França. Prússia e Áustria ameaçavam a França e faziam surgir uma eminência de guerra. Os Jacobinos queriam expandir os ideais da Revolução, mas Robespierre (líder dos Jacobinos) não concordou. Mesmo assim, a França acabou vencendo. –Batalha de Walmy.
O povo começou a perceber que o rei estava “traindo” a França. Se antes este já era uma figura simbólica, acabou ficando de lado. Para fortificar a ideia de que ele era um traidor, ainda tentou fugir da França, mas não conseguiu e acabou sendo preso e tempos depois, condenado e morto, juntamente com sua esposa.
Na Assembleia, os grupos começaram a se dividir entre Girondinos (direita do Rei) e Jacobinos (esquerda do Rei).

Inicia-se então, o Período da Convenção, governado pelos Girondinos. Porém os Girondinos acabaram perdendo o poder para os Jacobinos e quando estes chegaram ao poder aprovaram a Constituição de 1793, que instaurou o voto universal, o direito ao trabalho, ensino público gratuito, tiraram a escravidão das colônias francesas e impuseram a Lei do Máximo. A partir daí, iniciou-se o Período do Terror, que foi o maior momento de repressão e morte, mas também o maior momento de conquistas populares. Ficou assim conhecido porque o método dos Jacobinos de acabar com as pessoas contrárias a Revolução era guilhotinando-as. Então foi um momento de muita violência, mortes... Em decorrência a isso, eles acabaram perdendo poder, Robespierre perdendo apoio político. Logo depois, iniciou-se o Diretório, que foi quando os Girondinos voltaram ao poder. Passado algum tempo, foram enfraquecendo, até o Golpe de 18 de Brumário, que colocou em 1799, Napoleão Bonaparte no poder, finalizando a Revolução Francesa e iniciando o Período Napoleônico.  

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Revisão de História- Reforma Protestante

Oi meus amores, tudo bem? Trouxe um pouquinho sobre Reforma Protestante. Vale lembrar que dentro desse assunto, temos 4 tópicos:
1- Reforma Luterana;
2- Reforma Calvinista;
3- Reforma Anglicana;
4- Contrarreforma (Reforma da Igreja).
Espero que vocês gostem e que seja útil. Qualquer dúvida estou à disposição. Um beijão e bons estudos.

Þ    Reforma Protestante (século XVI):
Durante a época Medieval, a autoridade da Igreja Católica era quase que inquestionável. Mesmo assim, havia quem discordasse dos ensinamentos propostos pela mesma, passando a ser considerado como herege.
Reforma Protestante, portanto, foi a quebra do poder da Igreja Católica, a ruptura da cristandade.
Foi promovida, principalmente, pelo contato com novas culturas e o surgimento de ideias Renascentistas, influenciando o pensamento racional.
No século XV, o fortalecimento da burguesia e o interesse dos reis em ampliar seus poderes foram decisivos para fortalecer a crítica à Igreja Católica e provocar a sua divisão.
o   Burguesia- pretendia aumentar seus lucros e acumular riquezas. Porém, isso era condenado pela Igreja (usura).
o   Reis- precisavam aumentar seu poder, mas viam na força da Igreja um obstáculo para conquistar esse objetivo.
Além disso, os dogmas da Igreja acabaram, insatisfazendo muita gente. São eles:
¨      Indulgências;
¨      Simonia;
¨      Celibato;
¨      Missa e bíblia em latim;
¨      Poder papal;
¨      Usura.

®    Igreja Luterana:
Liderada por Martinho Lutero, na Alemanha (Prússia, Sacro Império Germânico).
Tudo começou quando o papa Leão X, com o intuito de construir a Basílica de São Pedro, começou a vender indulgências para a arrecadação de dinheiro para a construção. E em Wittenberg, na Alemanha, um comissário do papa começou a expandir as ideias da compra de indulgências. Oposto a tudo isso, Lutero criou as 95 Teses - que formam as bases da Igreja Protestante - e as colocou nas portas da igreja de Wittenberg. Condenando assim, a venda de indulgências e os abusos cometidos pela Igreja.
Por mais que Lutero tivesse insatisfeito com a Igreja ele não queria romper com a mesma, queria apenas que ela se reformasse.
Todavia, membros do clero reagiram e exigiram que Lutero retirasse suas ideias e tudo retornasse a ser como era.  Recusando-se a voltar atrás, Lutero foi declarado herege e excomungado da Igreja. Apoiado por príncipes alemães, ele continuou difundindo sua doutrina.
O Imperador Carlos V convocou, então, a Dieta de Worms; que foi uma Assembleia encarregada de ouvir e julgar Lutero.
Tempos depois, surge a Paz de Augsburgo. Foi um tratado assinado entre Carlos V e as forças da Liga de Esmalcalda, que eram os príncipes prussianos. Esse tratado estabeleceu a tolerância oficial dos Luteranos no Sacro Império Germânico.
Algumas das doutrinas Luteranas são:
¨      Justificação pela fé- a pessoa é salva pela fé e não pela obras que pratica (“boas obras”);
¨      Sacerdócio universal;
¨      Infalibilidade da Bíblia- a Igreja acreditava na Infalibilidade do Papa;
¨      Acabou com o Celibato Clerical;
¨      Negou a transubstanciação;
¨      E dos 7 sacramentos, manteve 2: eucaristia e batismo.

Ø  Anabatistas:
A chamada “ala radical” da Reforma Protestante.
Revoltaram-se contra os nobres, porque queriam diminuir as desigualdades e promover a Reforma Agrária com terras da Igreja.
Essas ideias iam de encontro aos interesses dos nobres, e por Lutero apoiar os nobres, o mesmo autoriza o extermínio dos Anabatistas.



®    Igreja Calvinista:
Fundada pelo francês João Calvino, apoiava-se na doutrina luterana.
A medida que a Reforma Luterana foi crescendo, Calvino acabou encaixando seus pensamentos nela. Por conta disso, ele foi perseguido na França e acabou fugindo para Suíça. Lá, entrou em contato com outras ideias protestantes, fazendo-o a começar a escrever seus livros, que passaram a integrar a 2º fase da Reforma.
Calvino manteve quase todos os princípios luteranos, mas criou a predestinação absoluta. Para ele, já havia, desde sempre, pessoas escolhidas para a salvação e outras que estavam condenadas à morte eterna.
Ou seja, segundo esse princípio, a fé não levava à salvação, mas era o sinal de graça divina.
A riqueza e o lucro deixavam de ser um pecado, como interpretava a Igreja, e passavam a ser vistos como um meio de glorificar a Deus. Por conta disso, fez muito sucesso entre a burguesia.
Os Calvinistas acabaram se espalhando pelo mundo e receberam, assim, diferentes nomes:
o   Presbiteriano- na Escócia;
o   Huguenotes- na França;
o   Puritanos- na Inglaterra;
o   Batavos- na Holanda.

®    Igreja Anglicana:
Criada por Henrique VIII, na Alemanha.
Henrique, queria divorciar-se de Catarina de Aragão, para casar-se com Ana Bolena. Mas a Igreja não concede o divórcio.
Em 1534, o Parlamento aprova o Ato de Supremacia, que proclama ao rei, o título de líder da Igreja, na Inglaterra. Assim, Henrique rompe completamente com a Igreja Católica.
Doutrinas Anglicanas:
¨      Predestinação absoluta;
¨      Missa e Bíblia em inglês;
¨      Rei também era Papa.
Além disso, a Igreja Anglicana também queria tomar as posses de terra da Igreja Católica.
®    Contrarreforma:
Resposta da Igreja às outras revoluções.
Surgiu no interior da Igreja Católica com a dupla finalidade de conter o avanço do protestantismo e evitar a evasão de fiéis.
A Igreja convocou o Concílio de Trento, que reafirmou as doutrinas e a organização da Igreja.
¨      Condenou a venda de indulgências;
¨      Criou seminários;
¨      Infabilidade papal- reafirma o clero;
¨      Tribunal do Santo Ofício;
¨      Companhia de Jesus (Jesuítas);

¨      Índex Librorum Prohibitorum. 

Revisão de História- Antigo Regime/Absolutismo/Despotismo (ENEM 2016)

Oi meus amores, tudo bem? Mais um assunto que é bastante cobrado no ENEM. Foquei nos aspectos principais e no que realmente cai. Não coloquei nada sobre Absolutismo Francês, porque a nível de questões, não encontrei nenhuma que o cobrasse. Mas os outros tópicos foram todos citados. Espero que gostem e que seja útil. Qualquer dúvida estou aqui. Beijão e bons estudos.

Þ    Absolutismo/Antigo Regime/Despotismo (século XVI ao XVIII):
Expressou uma estrutura de governo em que o poder estava centralizado em um único governante, que o transmitia de forma hereditária.
A origem do Absolutismo está associada à formação dos Estados Nacionais. O maior expoente absolutista foi o rei francês Luís XIV, o Rei Sol; que chegou a afirmar: “O Estado sou eu”.
®    Características:
·         Limitação das liberdades individuais;
·         Etiqueta palaciana;
·         Privilégios do Clero e da Nobreza.

®    Teóricos absolutistas:
·         Nicolau Maquiavel (Itália)- viveu em uma época de fragmentação política, instabilidade, disputa pelo poder, muitos conflitos. Com todos esses fatores, a população começou a desacreditar no governo. Isso fez com que Maquiavel passasse a defender um governante.
“Os fins justificam os meios.”- Ou seja, o fato de um déspota está no poder – o fim- justificava seção da instabilidade política – o meio. Pois foi preciso colocar um rei para controlar a situação.
“O Príncipe”.
·         Thomas Hobbes (Inglaterra)- viveu em época de muitos conflitos sociais e grande instabilidade política.
“O homem é o lobo do próprio homem.”- as pessoas abrem mão da liberdade que tinham no estado de natureza, para dar poder ao soberanos, para que este, pusesse ordem. Ou seja, “o homem é tão ruim, tão mal”, que precisa de um soberano para ter ordem em sociedade. (Contrato social- Contratualista).
“O Leviatã”.
·         Jacques Bossuet e Jean Bodin (França)- defendiam a teoria do Direito Divino. Afirmavam que, pelo fato do déspota ser divino não tinha o que justificar.

®    Absolutismo Inglês:
O absolutismo inglês é de fato, mas não é de Direito.”
- É de fato pois existe um monarca no poder, como na Dinastia Tudor, e o Parlamento permitia isso. Não é de Direito por conta da existência de um Parlamento, que suprimia o poder do Rei.
Teve início após a Guerra das Duas Rosas.

[...] A monarquia inglesa, desde o século XIII, apresentava uma peculiaridade: a existência de um Parlamento; o que representava uma certa limitação do poder real.
Com o fim da Guerra dos Cem Anos e a derrota inglesa, há uma perda em grande número de nobres, que, anteriormente, ocupavam o Parlamento. Junto à isso, iniciou-se uma acirrada disputa pelo trono inglês entre duas nobres famílias –York e Lancaster; dando origem a Guerra das Duas Rosas (1455-1485). Somando os longos períodos das duas guerras, tem-se um resultado nada favorável: grande parte da nobreza inglesa foi exterminada. A guerra terminou com a ascensão de Henrique Tudor, apoiado pela burguesia. O novo monarca subiu ao trono com o nome de Henrique VII e fundou a Dinastia Tudor.
O rei dessa Dinastia que ficou mais conhecido foi Henrique VIII; responsável pela fundação da Igreja Anglicana, pelo Ato de Supremacia.
Henrique VIII era casado com Catarina de Aragão (da Espanha) e juntos tiveram uma filha, Maria Tudor.
Contudo, o rei estava insatisfeito com o casamento e queria casar-se com Ana Bolena (da Inglaterra), mas para isso acontecer ele teria que anular seu casamento com Catarina de Aragão. Porém, a Igreja não permitia.
Mas, Henrique acaba rompendo com a Igreja e casando com Ana Bolena. Juntos, têm dois filhos: Eduardo VII e Elizabeth.
Quando Henrique morre, quem assume é Eduardo e depois de, mais ou menos, 3 anos no poder, também morre. O trono, assim, passa a ficar nas mãos de Maria Tudor. Maria já era princesa da Escócia e após a morte de Eduardo, acaba passando a controlar, também, a Inglaterra.
Quando Maria assume, ela reestabelece o catolicismo, exterminando os protestantes.
Tempos depois, após sua morte, na linhagem de sucessão, está Elizabeth Tudor. Elizabeth assume com pleno apoio do Parlamento. E com um tempo no governo, já tem de enfrentar uma batalha: a Invencível Armada.
Ø  Batalha da Invencível Armada:
Ocorrida no século XVI, foi uma esquadra reunida pelo rei Felipe II, da Espanha, para tentar invadir a Inglaterra. O principal objetivo era acabar com as influências reformistas e consolidar o Catolicismo. Uma vez que, Flandres, era fortemente influenciada por ideais Calvinistas e era apoiada pela Inglaterra. Neste período, a Espanha e Flandres não estavam em um momento muito amigável e por conta disso, a iminência de guerra.
Contudo, a Inglaterra saiu vitoriosa.
                   Elizabeth, também, com o apoio de ‘Corsários’ iniciou a colonização da América.
                   Reestabeleceu o Anglicanismo.

                   Com sua morte, assume Jaime I, da Dinastia Stuart.