quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Revisão de História- Período Regencial e Segundo Reinado- ENEM 2016

Oi meus amores, tudo bem? Finalizando nosso kit dos 10 assuntos mais cobrados no ENEM. Hoje trouxe Segundo Reinado, que cai bastante e foi tudo feito com muito carinho e empenho. Espero que todos tenham sucesso. Que nos dias 5 e 6 de novembro consigam tudo aquilo que almejam. Que o blog e eu tenhamos conseguido ajudarem alguém de alguma forma. Muito sucesso para todos. E não esqueçam de mostrar para todo mundo, pois me ajuda muito e faz com que o blog ajude mais e mais pessoas. Bons estudos, boa prova e beijão.

Ø Brasil: Período Regencial (1831-1840):
Com a abdicação de D. Pedro I e o embarque para Portugal, ele deixa no Brasil seu filho, Pedro de Alcântara, como sucessor.
Os 9 anos de Período Regencial desvendam todas as mazelas da política brasileira.
Como o país não podia ficar sem governo, uma Regência Trina Provisória assumiu o poder.
No dia 17 de junho de 1831, a Assembleia Geral elegeu a Regência Trina Permanente e os quatros anos que essa Regência ficou no poder foram os anos mais conturbados da história do Brasil.
Foi um período marcado por calúnias, assassinatos e escândalos políticos que fizeram surgir uma grande ferida entre Conservadores e Liberais.
v Regência: Trina Permanente (1831-1834):
Foi composta por José da Costa Carvalho, João Bráulio Muniz e Francisco de Lima e Silva.
Essa Regência tentou manter um equilíbrio entre as elites do Norte e do Sul.
As agitações na capital aumentavam e espalhavam conflitos e questionamentos pelas províncias, aumentando a insegurança das elites.
Diogo Antônio Feijó foi nomeado Ministro da Justiça e enfrentou com grande violência as manifestações e, para isso, criou a Guarda Nacional.
®   Ato Adicional de 1834:
Foi um ato institucional, assinado em agosto de 1834. Modificou a Constituição outorgada de 1824. Criou Assembleias Legislativas Provinciais e substituiu a Regência Trina pela Regência Una.
        
v Regência: Antônio Feijó (1835-1837):
Foi eleito em abril de 1835 e se tornou o primeiro regente único.
Fundou o Partido Progressista (Partido Liberal, mais tarde) e iniciou uma intensa repressão as manifestações.
A oposição fundou o Partido Conservador (Regressistas).
Feijó foi fortemente atacado por conservadores e reagiu com um discurso defendendo a abolição da escravatura. Os conservadores reagiram imediatamente e isso impulsionou a renúncia de Feijó. Assim, iniciava-se o Período Regressista.

v Regência: Araújo Lima (1837-1840):
Foi eleito em abril de 1838.
Durante todo seu governo, as rebeliões iniciadas no governo de Feijó consumiram dinheiro e exército do governo central. Além das duas outras rebeliões que estouraram.

v Revoltas Regionais:
O solo estava impróprio e não havia, nem ao menos, boas sementes a se cultivar e tampouco quem as cultivassem. Assim sendo, o contexto era perfeito para revoltas.
1-   Cabanagem (1835-1840):
Foi uma revolta social ocorrida na província do Grão-Pará, que contou com o apoio de diferentes classes sociais.
A insatisfação da população já crescia desde antes da Independência.
Os manifestantes criticavam as péssimas condições de vida, o controle político exercido por, maioritariamente, portugueses.
Bernardo Lobo de Sousa assumiu a presidência da província e logo iniciou uma política repressiva, causando um enorme descontentamento.
Em 1825, os revoltosos conquistaram Belém e mataram, em plena rua, o presidente da província.
Passaram-se, então, três governos cabanos, até que o regente Feijó decidiu reestabelecer a ordem. E em 1836, enviou tropas que conseguiram esse feito.
Os cabanos conseguiram resistir. Até a chegada de uma violenta e brutal repressão, que controlou a situação. Assim, em 1840, a revolta foi duramente sufocada e deixou milhares de mortos.

2-   Sabinada (1837-1838):
Ocorreu na Bahia.
Foi uma revolta urbana – com participação das médias e baixas camadas da sociedade – e separatista, com ideais republicanos.
Os revoltosos queriam proclamar uma república provisória na província baiana, até a maioridade de D. Pedro II.
Havia, também, um grande descontentamento às opressões e imposições do governo. Além de acharem que Salvador estava “esquecido”, com os olhares voltados para o Rio de Janeiro. E, consequente à isso, pediam a volta da capital brasileira para Salvador.
Foi liderada por Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira.
Em 1838, enfraquecidos, foram sufocados e a revolta teve fim. Deixando quase 10% da população de Salvador, morta.

3-   Balaiada (1838-1841):
Ocorreu no Maranhão.
Foi uma disputa entre democratas radicais e grandes proprietários, que levaram a uma série de agitações.
Essas agitações, levaram à adesão de camadas mais baixas da população. Assim, adere a ideia o fabricante de balaios, Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, que deu um caráter mais radical à revolta.
Com isso, democratas retiram o apoio aos rebeldes.
Em agosto de 1839, tomaram a cidade de Caxias.
A Regência resolveu intervir com força total. Com a ajuda de Luís Alves de Lima e Silva, a revolta chegou ao fim.

4-   Guerra dos Farrapos (1835-1845):
Estourou no Rio Grande do Sul.
Foi a mais duradoura e violenta revolta do Período Regencial.
Os donos de terras do Rio Grande mantinham ideais de separatismo da região.
Mas afinal, foi uma revolta econômica provocada pela forte concorrência na qual foi submetido o charque gaúcho. Uma revolução separatista e republicana conduzida por “caudilhos”.
A província se destacava pelo comércio de animais, mais precisamente, pelo comércio de couro e charque. Contudo, o charque gaúcho passou a concorrer com o charque argentino e uruguaio. Assim, a população rio-grandense pedia a taxação de impostos nos produtos estrangeiros.
O governo recusou e isso foi o suficiente para explodir a bomba que estava acesa há tempos.
O conflito começou em setembro de 1835 e terminou em fevereiro de 1845, com o ‘honroso’ tratado de paz.
Teve como um dos principais líderes Bento Gonçalves, que, em setembro de 1835 destitui o governo provincial e declarou independência do Rio Grande do Sul.
O governo decidiu reprimir depressa e logo enviou mercenários comandados por John Grenfell. Ainda assim, a revolta durou muitos anos. E foi, somente, no governo de D. Pedro II, em 1845, que a revolução adormeceu.

5-   Revolução Praieira (1848):
Eclodiu em Pernambuco, já no período do Segundo Reinado. Contudo, apresenta características semelhantes as revoltas ocorridas no Período Regencial.
Foi uma revolta política deflagrada pelos liberais contra os conservadores.
Os revoltosos, liderados por Pedro Ivo Veloso da Silveira, Antônio Borges da Fonseca e Joaquim Nunes Machado, pediam a convocação de uma Constituinte, a nacionalização do comércio, o fim do Poder Moderador.
Em setembro de 1848, um novo presidente, ligado ao Partido Conservador, assumiu a presidência de Pernambuco e começou a substituir os Liberais (Praieiros) de seus cargos.
Em novembro do mesmo ano, sob a liderança de Liberais, um grupo de rebeldes tomou a cidade de Igaraçu.
Em fevereiro de 1849, os rebeldes tentaram tomar Recife mas foram rechaçados.
Após a morte de Joaquim Nunes Machado, iniciou-se uma guerra de guerrilhas.
Em agosto do mesmo ano, Antônio Borges foi preso e em 1850, Pedro Ivo foi capturado.
O movimento perdeu forças e apagou-se.

v Golpe da Maioridade:
Com os Conservadores no poder, os Liberais passaram a apoiar a coração de D. Pedro II, num momento que ficou conhecido como Golpe da Maioridade.
De acordo com a Constituição, Pedro de Alcântara só poderia assumir a chefia da nação aos 18 anos. E os Liberais apresentaram diversos projetos para tentar derrubar esse artigo constitucional.
Os Conservadores, então, receosos de aparentarem se opor contra o Imperador, passaram assim, a apoiar o Golpe.
Assim sendo, em 1840, D. Pedro II chega ao poder com 14 anos.

Ø Brasil: Segundo Reinado:
Pedro de Alcântara teve uma infância marcada pela solidão. Logo foi mergulhado nos estudos.
“Imperador aos cinco anos, chefe da nação aos 14, ele faria a triste figura de um menino amadurecido antes do tempo.”
O imperador consolidou a política centralizadora de seu pai e instalou uma espécie de parlamentarismo monárquico.
Suas principais reformas foram:
·         Dissolução da Câmara;
·         Lei da Interpretação do Ato Adicional (1840);
·         Restituição do Conselho de Estado;
·         Reforma do Código de Processos;
·         Manutenção do Voto Censitário.
v O Reinado do Café:
Foi introduzido no Brasil a partir da província do Pará.
A industrialização na Europa e nos Estados Unidos proporcionou uma grande massa consumidora de produtos exóticos.
A cultura cafeeira, que parecia brotar no Sudeste à época da Coroação de D. Pedro II, tornou-se a base financeira do Segundo Reinado.
Com um tempo, essa cultura que sustentou o Segundo Reinado, propiciou a estabilidade territorial, manteve a escravidão e gerou mudanças significativas para a vida nacional.
“Os lucros trazidos pela lavoura do café transformaram rapidamente o Brasil. Tudo mudou, menos o essencial: o país continuou sendo uma sociedade agrária e escravocrata”.

v O Declínio do Imperador:
Por volta de 1868, a paz política já começava a se afastar do imperador.
A Guerra do Paraguai aumentou o prestígio do imperador. Mas depois do fim, tudo começou a sair dos trilhos.
O clamor abolicionista começou a ganhar força, assim como a fermentação republicana.

Þ    Guerra do Paraguai (1864-1870):
No dia 11 de junho de 1865, uma das maiores batalhas navais do continente iria começar.
A ambição de Francisco Solano López era tornar seu país uma potência continental. Assim, quando assumiu em 1864 tratou de apoiar a política populista e imperialista do pai – Carlos López.
Contudo, seus interesses bateram de frente com os do Império Brasileiro e da recém-nascida República argentina.
Em 1864, D. Pedro II deslocou tropas brasileiras para intervir e invadir o Uruguai.
Solano López não se agradou com a intervenção brasileira e deixou bem clara sua intenção de agir militarmente para manter a soberania uruguaia.
A situação era tensa, mas em 1865, a marinha paraguaia apoiou a entrada do navio brasileiro (Marquês de Olinda) em suas fronteiras para aprisioná-las. Com isso, o Brasil declarou guerra ao Paraguai.
Argentina aliou-se ao Brasil.
O resultado foi a assinatura do tratado da Tríplice Aliança, que reunia Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai.
A guerra foi estendendo por muito tempo.
Em um certo momento, a população brasileira já não aguentava mais os esforços da guerra. As vitórias da Tríplice Aliança, em vez de fortalecer, somente aumentavam os conflitos. E a guerra tornou-se um violento massacre.
López não se rendeu e teve a brilhante ideia de adentrar no seu território com um “exército” composto por crianças. Isso atraiu exércitos inimigos para uma implacável perseguição.
López foi encontrado morto. A Guerra do Paraguai não teve efeitos positivos.
Paraguai ficou arrasado.
E no Brasil, levou à Crise do Império.

Þ    A Abolição:
Antes da Princesa Isabel assinar a Lei que daria fim ao Escravismo no Brasil, outro tanto de Leis tentaram fazer isso.
·         Lei Bill Aberdeen (1845)- autorizava os navios ingleses de abordarem e prenderem navios negreiros.
·         Lei Euzébio de Queirós (1850)- proibia o tráfico negreiro no Brasil.
·         Lei do Ventre Livre (1871)- declarava livre todos os filhos de escravos.
·         Lei dos Sexagenários (1885)- concebia liberdade aos escravos maiores de 60 anos.

·          Lei Áurea (1888)- fim da escravidão no Brasil. 

Revisão de História- Primeiro Reinado

Oi meus amores, tudo bem? Novamente no Brasil, trouxe um pouquinho do Período Imperial para vocês. Tudo beeem completinho. Espero que gostem e que seja útil. Beijão e bons estudos.

Depois de longos anos de submissão à Corte portuguesa e muita bagunça feita, é hora de pôr tudo em seu devido lugar. Então, é isso que D. Pedro I tenta fazer por 9 anos de seu governo: arrumar a casa.
Em 1823, D. Pedro convoca a primeira Assembleia Constituinte o que gera conflitos entre três grupos da elite.
O maior dos grupos era dos Liberais Federalistas (Moderados); que pediam liberdade econômica e maior poder nas mãos dos empresários. Além de quererem descentralizar o poder do Imperador.
O grupo dos conservadores era o grupo dos Absolutistas (Partido Português); que pediam a volta de um sistema colonial ou centralização do poder na mão da Corte.
O terceiro grupo, liderado por José Bonifácio de Andrada, mantinha-se entre os outros dois grupos. Era chamado de Os Bonifácios (Partido Brasileiro) e queriam o poder centralizado e uma certa liberdade, limitada.
Entretanto, D. Pedro não simpatizava com nenhuma das ideias.
Os líderes desses grupos, apesar das divergências, decidiram instituir o voto censitário e indireto.
Contudo, iniciou-se uma série de acirrados conflitos entre os grupos e então, D. Pedro dissolveu a Constituinte em novembro de 1823, no episódio conhecido como Noite da Agonia.
Com isso, D. Pedro nomeia um Conselho de Estado e juntamente com membros do Partido Português, em março de 1824, outorga a primeira Constituição do Brasil.
A Constituição de 1824 traz consigo:
o   Divisão dos três poderes;
o   Voto para homens livres, alfabetizados, com mais de 25 anos e mais de 100 mil réis como renda anual;
o   Poder Moderador.
Agora, o país iria dançar conforme sua música. O Brasil era independente, mas vivia um absolutismo ilustrado.
D. Pedro criou, assim, a Constituição que bem entendeu, mas isso não agradou a todos.
Assim sendo, uma série de revoltas iria eclodir naquela época e tudo seria apenas um “trailer” do que viria acontecer no Período Regencial.
v  Confederação do Equador (1824):
Em Pernambuco, os Liberais ocuparam o Palácio Governamental e proclamaram a Confederação do Equador.
Foi um movimento republicano, abolicionista, urbano e popular.
Queriam o rompimento da província em relação ao governo sediado no Rio de Janeiro e a declaração de uma nação independente e republicana nos moldes estadunidenses.
Manuel de Carvalho Paes de Andrade passou um tempo exilado nos Estados Unidos e de lá voltou com ideais republicanos. Ele já tinha participado da Revolução Pernambucana de 1817.
Quando retorna para Recife, encontra uma junta para governar a província, chamada de Junta dos Matutos.
Essa junta pressionou o antigo governador da província, Francisco Paes Barreto, que acabou renunciando. Assim, a junta nomeou Paes de Andrade como novo governador provincial; mas isso não era permitido.
Dessa forma, quando D. Pedro tomou conhecimento da situação, pediu a volta de Paes Barreto. Ele tentou, porém não conseguiu o cargo de volta.
Indignado com a situação, D. Pedro espalhou o boato de que Paes de Andrade iria proclamar a República no dia 6 de março; era uma emboscada.
Paes de Andrade caiu. Negando a proclamação no dia 6 de março, mas deixando em aberto que sim, iria proclamar, mas não no dia 6. Com isso, ele acabou se afirmando republicano.
No dia 31 de março, D. Pedro ameaça o fechamento do Porto de Recife caso Paes de Andrade continuasse no poder.
E então, muita gente adere ao movimento.
Pedro de Bragança percebe que de elitista esse movimento não tem nada, é popular.
Em abril, ele propõe um apaziguamento: nem Paes de Andrade nem Paes Barreto. Uma terceira opção: José Myrink – um liberal mineiro.
Mas o problema não estava no nome que governaria Pernambuco e sim no fato de que sempre, D. Pedro queria todas as escolhas de seu jeito.
E os liberais passaram a ver essa tentativa de apaziguamento como uma franqueza do Imperador.
Assim, Paes de Andrade aproveita o momento para escrever uma carta, no dia 1º de maio de 1824. Nessa carta, encontra-se as características da Confederação:
o   Pedem uma nova Assembleia Constituinte;
o   Insatisfação com o Poder Moderador;
o   Distribuição do poder político;
o   Separatismo;
o   Abolição da escravatura.
No dia 2 de julho de 1824, Paes de Andrade proclama a Independência de Pernambuco e pede ajuda norte-americana e inglesa, que acaba não acontecendo.
Contudo, o Movimento enfraquece.
Em julho, Pernambuco sofre uma série de ataques e os líderes do Movimento são condenador. Paes de Andrade foge, mas outros líderes mais pobres, como Frei Caneca, são condenados à morte.
v  Guerra da Cisplatina (1825):
D. João havia ocupado a Região da Cisplatina e o povo não aceitou e começou a se rebelar.
A Argentina, aproveitou o momento e ocupou a região. O Brasil, então, começou a disputar com a Argentina essa região.
A disputa se estendeu de 1825 até 1828.
Depois de 3 anos de incansáveis batalhas e nenhum vencedor, a Inglaterra decide intervir e em agosto de 1828 força uma declaração de paz entre Brasil e Argentina. Ou seja, não teve um ganhador.
O custo da guerra foi muito alto e em 1829, o Banco do Brasil fecha; causando mais descontentamento na população.


v Abdicação do Monarca:
D. Pedro começa a ser “mal visto” logo ao convocar a 1º Assembleia Constituinte e outorgar o Poder Moderador. Ou seja, desde o início ele já se mostrou autoritário.
Assim, tempos depois, o povo já não vê mais Pedro de Bragança como “herói”.
Embora tenha centralizado o poder em suas mãos, sempre agiu constitucionalmente.
D. Pedro envolveu-se em crises internas e externas. Incompatibilizou-se com o Exército, o povo e a política. Viu o Brasil se endividar e Portugal rebelar-se. Declarou uma guerra desastrosa à Argentina.
O povo, recrutado à força, também passou a odiar D. Pedro e os ataques se tornaram uma espécie de esporte nacional.
Em 1831, D. Pedro I abdicou em nome do seu filho de 5 anos, D. Pedro II.

Morreu sozinho, em 1834, e sem, nem ao menos, conhecimento do povo brasileiro, envolto nas turbulências regenciais. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Revisão de História- Brasil Colônia: das Missões Bandeirantes à Independência- Parte II

Oi meus amores, tudo bem? Para encerrarmos a Brasil Colônia, trouxe a última parte. Finalizei com Independência. Está tudo beeem completinho e espero que vocês gostem. Lembrem de mostrar para o maior número de pessoas que conseguirem. Qualquer dúvida, sabem onde me encontrar. Beijão e bons estudos.

ª     Missões Bandeirantes:
Hoje em dia, o Brasil ocupa a quinta posição entre os países com maior território. Contudo, nem sempre foi assim.
Os Bandeirantes foram os principais responsáveis pelo processo de interiorização e expansão do território brasileiro. “Eram piratas do sertão”.
Na época em que os holandeses aqui estavam, especialmente na região Nordeste, o Sul e Sudeste ficaram “esquecidos”. Por exemplo, mão-de-obra escrava chegava ao Nordeste, mas não a essas outras duas regiões.
Assim, têm que pensar em uma solução para o problema. Pensam, então, em buscar mão-de-obra no interior do Brasil. Organizam-se, principalmente os habitantes de São Vicente, e vão em busca de mão-de-obra indígena – estes, estavam organizados nas Missões Jesuítas – além de procurarem, também, por riquezas.
Com os Bandeirantes, surge o “apresamento indígena”.
Apesar disso, alguns índios tornam-se aliados dos Bandeirantes na expansão do território.

Agora não era somente o litoral brasileiro que era conhecido e desbravado; o interior começava a ser também.
Nem tudo é doce para sempre.
A produção açucareira tinha perdido força. Até porque tínhamos que concorrer com o açúcar antilhano, que era mais barato e tinha boa qualidade.
No contexto dos Bandeirantes e da busca por novas riquezas no interior brasileiro, no fim do século XVII, no atual estado de Minas Gerais, foi encontrado o que os portugueses mais desejavam: reservas auríferas.
A descoberta de ouro no Brasil seria a solução para os problemas enfrentados por Portugal e a partir daí, inicia-se fortes investimentos nessa nova forma de lucro, dando início ao Ciclo do Ouro.
A corrida do ouro brasileira revolucionou o mundo.
ª     Período/ Era Pombalino(a)- (1750-1777):
Marquês de Pombal foi ministro do rei José I, em Portugal, e desde aquela época já se mostrava atuante.
Conhecido como “Déspota esclarecido” conseguiu ‘salvar’ Portugal dos enfrentamentos impiedosos das potências europeias.
Também aperfeiçoou o Mercantilismo português.
Incomodado com a forte influência do Clero sob o Estado, o Marquês pôs em prática um projeto de regalias.
Em 1759, os Jesuítas foram expulsos de Portugal e de suas colônias.
No mesmo ano, Pombal também extinguiu as Capitanias Hereditárias.
Em 1760, instituiu a derrama.
Em 1763, transferiu a capital de Salvador para o Rio de Janeiro.

ª     Revoltas Nativistas (1640-1720):
1-      Aclamação de Amador Bueno (SP- 1641):
Portugal enfrentava sérios problemas e em 1640, deu fim à União Ibérica. Contudo, estava mergulhado em dívidas e para tentar resolvê-las, passou a extrair o máximo de lucro que conseguisse das terras brasileiras.
É em 1640, em São Paulo, com o povo apreensivo - pois quando Portugal estava sob domínio da Espanha, a escravidão dos indígenas se fez tranquilamente. Além de que, com a volta dos portugueses, o comércio na Bacia do Prata ficaria mais difícil -  com a ‘volta’ dos portugueses, ‘elegem’ um Bandeirante para tomar a frente quando os portugueses chegassem. Assim, escolheram Amador Bueno da Ribeira como capitão-mor.
Entretanto, ele foi nomeado “herói” de forma arbitrária, sem o menor consentimento por parte dele, que acabou renunciando e fez com que a primeira revolta fosse frustrada.

2-      Revolta da Cachaça (RJ- 1660):
Entre 1647 e 1649, os portugueses tentaram decretar uma lei de que somente os escravos ou pernambucanos poderiam tomar cachaça.  
Tudo isso porque os portugueses estavam exportando vinho para o Brasil e se a cachaça continuasse “livre” para todos, seria uma forte concorrente do vinho. Por conta disso, proibiu o consumo de cachaça, exceto para escravos e pernambucanos, impulsionando a compra de vinhos.
Contudo, em 1654, os holandeses são expulsos e levam consigo o açúcar para as Antilhas, fazendo com que a nossa produção açucareira caia.
Mas os brasileiros notaram que a cana-de-açúcar também servia para a produção de cachaça e assim, começaram a produzi-la, insatisfazendo Portugal.
Por volta de 1659, os portugueses ateiam fogo nos alambiques. E assim, em 1660, estoura a Revolta da Cachaça.
Nessa época, o governador do Rio de Janeiro (Salvador Correia de Sá), em janeiro de 1660, resolve aumentar os impostos e para não causar tanta insatisfação, liberou a cachaça para os cariocas. Todavia, ele tomou essa medida sem a autorização do rei. Então, no dia 30 de janeiro, a Companhia de Comércio Portuguesa intimou o governador.
Nem todos os cariocas estavam contentes. Alguns senhores de engenho se organizaram contra essa mudança, queria o fim das tarifas. Até que eles chegaram a organizar uma tropa para tentar derrubar Salvador Correia.
Ademais, o governador teve a brilhante ideia de pedir ajuda para Portugal, em 1661. Portugal, obviamente, ajuda os revoltosos.
Em 1661, Portugal consegue apaziguar os rebeldes, revoga as tarifas e libera a produção de cachaça, sem o consumo. Mas, iria sim haver consumo, e é aí que inicia o contrabando.
E, somente em 1695, Portugal libera o consumo de cachaça.

3-      Conjuração do Nosso Pai (PE- 1666)
Durante o período colonial, em Pernambuco, era comum comemorar o feriado de “Nosso Pai”.
Esse feriado era para ajudar os doentes, mas no ano de 1666, os “doentes” eram os revoltosos.
Portugal estava numa sucessão de aumento de impostos, o que causava uma insatisfação, principalmente nos pernambucanos, que estavam passando por uma crise.
O governador da época era bastante impopular (Mendonça Furtado- “Chumbrega”). Esse governador aumentou sua impopularidade quando recebeu e hospedou alguns franceses.
O povo, então, se reuniu e usou o feriado como aliado.
Como nesse dia era comum todo mundo ir para as ruas, todos foram. E no ano de 1666, os revoltosos – com a participação do governador na festa – aproveitaram para irem disfarçados.
No fim do cortejo, com os revoltosos escondidos, esperaram a ordem para que fossem atrás do governador. Quando conseguiram apreendê-lo, levaram-no para o Forte do Brum. Esse governador, tempos depois, foi deportado para Portugal, onde tentou um atentado contra o rei e foi deportado para as Índias.

4-      Revolta de Beckman (MA- 1684):
Maranhão era, administradamente falando, “separado do Brasil”. Assim, os maranhenses não tinham um sentimento nacionalista brasileiro.
Eles enfrentavam sérias dificuldades de sobrevivência desde 1640.
Por volta de 1680, quando os portugueses chegaram na região e monopolizaram tudo, se colocando contra à escravidão indígena, monopolizou o comércio de alimentos, escravos... encarecendo o preço. Só teria uma única “empresa” para fazer o transporte de escravos, fornecer comida... e essa “empresa” ficou conhecida como Companhia do Comércio do Maranhão, que dominava a colônia por volta de 1682.
A vida do maranhense ficou absurdamente cara, ao ponto que algumas pessoas não tinham condições de alimentação, aumentando a insatisfação.
Os revoltosos foram muito cautelosos. Quando o governador saiu de cena, invadiram a Companhia do Comércio do Maranhão. Eles foram incentivados pelos irmãos Beckman. Os irmãos Beckman prenderam os jesuítas, tomaram o Corpo da Guarda.
Na virada de 1684-1685, estava tudo sob controle.
Até que em fevereiro de 1685, os revoltosos, que outrora tinham invadido a Companhia de Comércio do Maranhão, organizaram-se numa junta revolucionária, para estabelecer uma nova regra. Tinham como o objetivo principal o fim da Companhia de Comércio do Maranhão.
Portugal, contudo, convocou Tomás Beckman que na volta para o Brasil, foi preso. O irmão foi morto, juntamente com outros líderes.

5-      Revolta dos Emboabas (MG- 1707-1709)
Conflito entre paulistas e “não-paulistas”.
Os paulistas descobriram reservas auríferas no atual estado de Minas Gerais e por conta disso se sentiram no direito de monopolizar a exploração. Ou seja, nenhum estrangeiro poderia explorar naquela região; e esses estrangeiros receberam o nome de “emboabas”.
Os paulistas viam os outros povos como forasteiros e os ‘forasteiros’ viam os paulistas como um povo sem lei.
Somado a isso, em momentos muito próximos, ocorreu uma grande imigração.
E então, começou a ocorrer uma interiorização do território, já que antes da descoberta do ouro, concentravam-se no litoral. E isso, também promovia integração regional. Tudo isso em pleno Ciclo do Ouro.
O objetivo do conflito era óbvio: a busca por ouro, contudo, os paulistas lutavam pela exclusividade da extração. No fim de 1685, acaba a revolta.
Apoiando os paulistas, tinham nomes importantes, como Manuel de Borba Gato.
Do lado dos baianos: Manuel Nunes Viana, um grande comerciante.
E do lado dos portugueses: os soldados, autoridades e o famoso Bento Coutinho (responsável pelo fracasso dos paulistas).
- Muito da expansão territorial é devido aos paulistas, que depois de perder essa revolta, continuaram em busca de mais ouro.

6-      Revolta do Sal (SP- 1710)
Naquela época, só tinha um fornecedor de sal; para São Paulo e Minas Gerais.
Até que uma crise chega, e esse único fornecedor parou de fornecer sal, por motivos “particulares”.
Bartolomeu Fernandes de Faria (Bartô), era um fazendeiro paulista que tinha necessidade de alimentar uma grande quantidade de trabalhadores. Ou seja, ele não estava conseguindo suprir a necessidade de sua fazenda.
Por volta de 1710, os olhares do Brasil inteiro estavam voltados para Minas Gerais. Bartô, então, soube aproveitar a oportunidade.
Quando o governador paulista foi para Minas Gerais, Bartô, reuniu todas as pessoas que trabalhavam para ele e decidiram ir no depósito do sal, que ficava em Santos.
No tal dia, Bartô e todos os outros revoltosos, invadiram o depósito – que segundo o fornecedor, estava vazio – e acharam sal.
Eles, então, pegaram o sal que acharam e, inclusive, deixaram dinheiro referente à quantidade que pegaram.
Retornaram à fazendo satisfeitos.
Contudo, em 1711, a polícia rendeu Bartô, que no trajeto até a prisão, morreu.

7-      Guerra dos Mascates (PE- 1710-1711):
“Mascates” era o termo pejorativo que se dava aos comerciantes, geralmente portugueses.
Guerra das Mascates, portanto, foi o conflito entre comerciantes e fazendeiros, conhecidos como aristocratas.
Os fazendeiros sempre tiveram uma vida confortável. Entretanto, com um tempo, vão perdendo poder e vão empobrecendo.
Assim, passam a pedir empréstimos aos comerciantes, que na época, estavam enriquecendo bastante.
Todavia, muitas vezes, não conseguiam pagar os juros estabelecidos e como não conseguiam quitar as dívidas, davam suas terras como pagamento.
Além disso, havia uma questão regional. Os comerciantes já eram mal vistos por serem portugueses e estes, residiam, geralmente, em Recife. Já os donos de terras, viviam em Olinda, que era uma vila. Recife ainda não tinha o título de vila, até 1710, quando é reconhecida como tal. Assim, o comerciante passa a ter mais “poder” e segurança.
Ainda em 1710, os Aristocratas decidem se reunir e invadir Recife.
Invadem, “tocam o terror” em Recife. O governador, por sua vez, foge para Salvador.
Mas não iria ficar por isso mesmo.
Em 1711, os aliados dos Mascates, chegaram em Olinda e lá, incendiaram grandes plantações. O governador Félix, também apoiou e ajudou a intimidar os fazendeiros.
Contudo, tropas aristocratas acabam prendendo Bernardo Vieira, que acaba morrendo em Portugal.

8-      Revolta Filipe dos Santos ou Revolta Vila Rica (MG- 1720):
Por volta de 1720, Minas Gerais atraía olhares ambiciosos de muita gente.
Portugal estava contente por ter ouro em sua colônia; ademais, apreensivo com a forma que iria adotar para extrair ouro do interior do Brasil.
O governo português pensou em duas soluções:
·         Fazer com que algumas “empresas” fossem as únicas a chegar naquela região e assim, vender seus produtos. Dessa forma, a Coroa teria um controle bastante eficiente. À essa prática, damos o nome de “fiscalismo”.
·         Implantar uma ‘casa’ onde teriam que levar todo o ouro coletado e esse ouro seria fundido, transformado em barra e receberia o carimbo da coroa portuguesa.
E aí, a população não gostou muito da ideia e é nesse contexto que começa a mobilização contra as casas de fundição.
Então, Filipe dos Santos se aliou a Pasqual da Silva, que convocou muita gente, inclusive Manoel Mosqueira, Manuel Nunes... então, muita gente acabou aderindo à ideia.
Contudo, Portugal passou a enviar grandes batalhões para o Brasil e eles ficaram conhecidos como “Dragões”.
Mas Filipe dos Santos teve uma ideia: ir para a frente da ouvidoria e lá, gritar. Conseguiu apenas afugentar o ouvidor.                                  Depois, seguiu em direção à Câmara Municipal e falou os três objetivos:
1-    Menos impostos;
2-   Fim do monopólio do ouro;
3-   Barrar a construção da casa de fundição.
Contudo, o povo, mesmo querendo barrar a construção, ficou muito apreensivo por conta das tropas portuguesas. E então, têm a ideia de conversar com o Conde de Assumar.
Conde de Assumar era o responsável pelo Fiscalismo.
Quando eles foram conversar com ele, ele assentiu e deu sua palavra de que iria barrar a construção.
Contudo, dois dias depois, o Conde mandou 1500 homens tomar conta da cidade, tocar fogo na casa dos líderes. Acabaram prendendo Filipe dos Santos, e o mataram enforcado e outros líderes também foram presos.
A casa de fundição começou a funcionar em 1725.
ª     Movimentos Emancipacionistas:
1-      Inconfidência Mineira (1789):
Foi um movimento - liderado por intelectuais, comerciantes, clérigos e militares, influenciado por ideais Iluministas – que pedia, principalmente, o fim do Pacto Colonial. Mas também pediam a adoção de uma República.

A sociedade mineira estava, cada vez mais, insatisfeita com o rumo que Portugal estava dando a colônia, principalmente com a implantação do rigoroso sistema fiscal aplicado na atividade mineradora.
As autoridades portuguesas estavam ameaçando os interesses da elite e o principal motivo foi a execução da derrama.
Contudo, um dos participantes – Joaquim Silvério dos Reis – em troca do perdão com suas dívidas, dedurou o movimento e seus participantes.
Como o movimento tinha um caráter elitista, apenas um integrante foi executado: Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes). Foi condenado à forca e em seguida esquartejado.
Por conta de Tiradentes que a Inconfidência ficou conhecida, pois nem chegou a acontecer.

2-      Conjuração Baiana ou Conjuração dos Alfaiates (1798):
Foi uma revolta social, com efetiva participação popular, diferente do caráter elitista da Inconfidência.
Pediam o fim do Pacto Colonial, a adoção da República, fim da escravidão e igualdade racial.
Foi influenciada por ideais da Revolução Francesa.


ª     Vinda da Corte para o Brasil (1808):
Por que a Corte abandonaria seu país e viria para a Colônia? O que levaria tantas pessoas a abandonar sua vida em Portugal?   
    
Naquela época, Napoleão pretendia dominar toda a Europa. Contudo, enfrentava sérias dificuldades com o poder inglês.
Então, utilizou uma estratégia que iria derrotar a Inglaterra: o Bloqueio Continental (1806).
Com isso, Portugal se vê no meio de um grande impasse. Se D. João, naquela época príncipe regente, desrespeitasse o Bloqueio, a França invadiria Portugal.
Contudo, Portugal tinha fortes alianças com a Inglaterra e dependia economicamente dos ingleses.
Desse modo, Portugal e Inglaterra assinaram a Convenção Secreta em 1807, que permitia relações comerciais entre ambos. E em caso de ataque francês à Portugal, as tropas inglesas favoreceriam a fuga da Corte para o Brasil.
Napoleão ficou sabendo da Convenção Secreta e prontamente organizou a retaliação. A França celebrou o Tratado de Fontainebleau, em 1807, com a Espanha. E de acordo com esse tratado, Portugal seria ocupado e dividido entre a França e a Espanha.
Então, a Corte portuguesa logo se prepara para a partida.
E assim, no dia 24 de janeiro de 1808, quando aquele pedaço flutuante de Portugal pisou em solo brasileiro, uma nova era para a História do Brasil começou a ser escrita.
Logo no desembarque, o Brasil já começara a se livrar dos resquícios coloniais. Em breve, seria um reino unido a Portugal. A seguir, um país independente.
A vinda da Corte significou diversos avanços.
Trouxe, por exemplo, a independência econômica – principalmente pela Carta Régia – o que deu fim ao exclusivismo colonial.
Por volta de 1810, D. João assinou alguns tratados com os ingleses, o que fez com que os britânicos exportassem produtos para o Brasil.
Em 1815, Napoleão é derrotado e o Congresso de Viena surge para poder colocar ordem e limpar a poeira deixada. E assim, Portugal renova as relações diplomáticas que tinha com a Espanha e França.
E Portugal também eleva o Brasil ao patamar de Reino Unido a Portugal.
Além da abertura dos portos às nações amigas – promovidas pela Carta Régia – muitas outras medidas foram tomadas no Governo Joanino.
D. João criou:
·         Banco do Brasil;
·         Museu Nacional;
·         Jardim Botânico;
·         Biblioteca Pública;
·         Instalou indústrias.

Ø  Revolução Pernambucana (1817):
Em 1817, estoura a Revolução Pernambucana.
Com a chegada da Corte, a população carente de Pernambuco tinha esperança de um momento próspero; contudo, os impostos subiram para manter a Corte aqui; o que causou um descontentamento. Além disso, estavam sob forte influência liberal.
Entretanto, o que motivou essa revolução foi o fato de que o Governo de Pernambuco prendeu militares suspeitos de serem revoltosos.
Com isso, um desses militares, matou o comandante dele, e isso gerou um motim, que se espalhou por Recife.
O caos estava instalado. Todavia, os manifestantes que estavam à margem de toda a situação, acabaram implantando um Governo Provisório, onde queria elaborar uma Constituição.
Mas o movimento enfraqueceu e foi reprimido violentamente pela Coroa.

Ø  Do “Dia do Fico” à Independência:
Em Portugal, a Revolução do Porto, em 1820, estava fervorosa.
Queriam diminuir o poder da família Bragança, criar uma Constituição e, principalmente, queriam que O Brasil voltasse a condição de Colônia.
D. João decide voltar para Portugal e aqui, deixa como príncipe regente, D. Pedro.
Entretanto, o governo português começou a pressionar D. Pedro para que ele também retornasse à Portugal.
Mas D. Pedro recebeu uma representação de mais de 8 mil pessoas do Rio de Janeiro e todo mundo queria que ele permanecesse.
No dia 9 de janeiro de 1822, “para o bem de todos e felicidade geral da nação”, D. Pedro mandou dizer ao povo que ele aqui ficaria.
Enquanto a Corte queria que o Brasil voltasse a condição de Colônia, o povo brasileiro ia ficando insatisfeito.
Assim, os ideais de emancipação de Portugal começaram a ganhar força, principalmente no Rio de Janeiro.
Então, D. Pedro I convocou eleições provinciais para compor uma Assembleia Constituinte. Isso mostrou que ele realmente estava disposto a enfrentar Portugal e se emancipar.
Desde aquele ano de 1500, quando os estrangeiros, pela 1º vez, pisaram em terras brasileiras, a saga de um país começou a ser escrita.
Passou por diversas mãos e fatos que queriam entrar para essa história.
Depois de longos 322 anos de submissão à Corte Portuguesa, D. Pedro I, às margens plácidas do Rio Ipiranga; heroico e retumbante, rompeu o Pacto Colonial.
No dia 7 de setembro de 1822, o sol, em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria naquele instante.

“D. Pedro amava o país. Parecia o homem certo para torná-lo uma nação independente. Foi justamente o que ele fez.”  - Eduardo Bueno.