terça-feira, 14 de junho de 2016

Revisão de História- Primeira República ou República Velha

Oi gente! Tudo tranquilo? Vamos de História do Brasil? Trago um pouquinho desse assunto que é muito importante e bem legal. Nessa primeira parte iremos ver a consolidação da Primeira República.  Espero que vocês gostem e que ajude. Qualquer dúvida sabem onde me encontrar, estou à disposição. Beijão e bons estudos.

Ø  Brasil na Primeira República
v Instalação da República:
Foram incessantes lutas para se chegar onde se chegou. Foram ideias assassinadas, histórias sufocadas e, não menos importante, gotas de sangue derramadas.
Depois das conturbações do Império, eis que damos os primeiros passos para a conquista republicana.
Não houve indícios que concretizassem que o 15 de novembro seria uma quartelada e não um desfile. Na verdade, alguns militares ali presentes sabiam do que se tratava, contudo achavam que quem estava sendo derrubado era visconde de Ouro Preto, jamais o imperador D. Pedro II e muito menos a monarquia representada por ele.

Mesmo com a indecisão do líder do levante – Marechal Deodoro da Fonseca- , em 1889, começaram a serem escritas as novas páginas do livro que se encarregaria de contar às novas gerações o que havia acontecido dali em diante. Instaurou-se, então, a República no Brasil. 

A República brasileira acabou sendo dividida em duas fases:
  1. República da Espada- período governado por militares, como Marechal Deodoro da Fonseca e Marechal Floriano Peixoto. Período bastante conturbado.
  2. República Oligárquica ou República Café com leite- período de domínio dos grandes proprietários de terras, cafeicultores. Ficou conhecida como República Café com Leite pois a cadeira da presidência passou a ser revezada entre os Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Republicano Mineiro (PRM). 

Houve de tudo na primeira década republicana. Os dez primeiros anos republicanos foram marcados pelo caos político, econômico e social. A instabilidade generalizada foi ampliada pela eclosão das duas maiores guerras civis da história brasileira.

v  Governo de Deodoro (1889-1891):
Marechal Deodoro assumiu a presidência provisoriamente e indiretamente. Todavia, acabou permanecendo no poder até 1891.
Por meio de uma Assembleia Constituinte, criou a constituição que iria reger as quatro décadas da República Velha: a Constituição de 1891; que previa tais medidas:
·         Federalismo;
·         Sufrágio universal e não secreto- exceto: mulheres, mendigos, padres, militares de baixa patente e analfabetos;
·         Laicização do Estado;
·         Mandato presidencial de quatro anos.  

O poder do Marechal começou a diminuir no mesmo dia em que tomou posse. Em 25 de fevereiro de 1891, o Marechal Floriano Peixoto, rival de Deodoro, foi eleito vice-presidente; o que acabou impossibilitando o então presidente de concretizar suas ideias por completo.

®     O Encilhamento:
O novo presidente brasileiro queria impulsionar a economia e para isso nomeou Rui Barbosa como Ministro da Fazenda.
Rui Barbosa, então, decidiu implantar suas ideias que tinham como objetivo modernizar a economia brasileira, por meio de uma industrialização promovida pelo “crédito fácil”.
Para isso, seria preciso imprimir mais papel moeda, e foi o que ele fez.
O projeto consistia em um crédito cedido pelo Estado para que pessoas, até então físicas, abrissem empresas. Entretanto, a corrupção, já existente na essência do brasileiro, não permitiu que as ideias de Rui Barbosa se tornassem realidade.
Ao invés de abrir empresas, “como mandava o figurino”, as pessoas buscavam o que era rentável: a produção cafeeira; configurando, assim, ‘empresas fantasmas’.
Milhares de empresas foram criadas da noite para o dia. Em menos de um ano, o balão estourou.
Empresas que não funcionam não pagam dívidas. Em um momento, o dinheiro do Estado acabou, e foi aí que o ministro percebeu que as coisas iam mal. O país se afundou em uma grande crise econômica, a moeda acabou sendo desvalorizada e o processo inflacionário tomou conta da economia.
Com o país mergulhado no caos, o ministro se demitiu.
Tempos depois...
Em 3 de novembro, insatisfeito com a aprovação de uma lei que permitiria o impeachment do presidente, Deodoro da Fonseca apoiou-se nos militares que ainda lhe eram fiéis e esboçou uma tentativa de golpe ao Estado, fechando o Congresso e decretando o estado de sítio.
Todo esse reboliço serviu para fazer com que um influente setor, aliado a Floriano Peixoto, se organizasse para combater a tentativa de golpe. E assim, estourou a Primeira Revolta da Armada. 

®     Primeira Revolta da Armada (1891):
No dia 23 de novembro de 1891, o almirante Custódio de Melo ameaçou bombardear o Rio de Janeiro caso Deodoro não renunciasse.
A mobilização da Marinha tinha como objetivo a derrubada do então presidente.
Doente e de cama, Deodoro da Fonseca decidiu renunciar.

v Governo Floriano Peixoto (1891-1894):
Foi considerado o primeira ditador de fato da história brasileira. Estabeleceu um governo excessivamente centralizado e nacionalista, e assim, prejudicou seriamente aqueles que defendiam o Federalismo.
Logo ao tomar o poder, restabeleceu o Congresso, que havia sido fechado por Deodoro, e suspendeu o Estado de Sítio.
Vale ressaltar que seu governo era inconstitucional.
Contudo, com o apoio do PRP e da classe média urbana, Floriano sentiu-se à vontade para “consolidar a República”.
Tornou-se o “Marechal de Ferro”. Queria a reeleição, mas, ainda assim, recusou-se a dar um golpe.
Mas nem tudo saiu como planejado, durante o período que ficou no poder eclodiram duas revoltas:

®   Segunda Revolta da Armada (1893):
A revolta que assombrava e conseguiu depor Deodoro voltou a atormentar a presidência da República.
Esta, eclodiu em 6 de setembro de 1893, quando ele próprio, Custódio de Melo invocou que era preciso “restaurar o Império da Constituição”.
Porém, diferentemente de dois anos anteriores, a revolta sofreu resistência. O Marechal de Ferro retaliou ferozmente todas as ameaças e execuções da Marinha.
Ante toda a resistência, Custódio de Melo deixou grande parte da esquadra sob o comando de Saldanha da Gama e invadiu a cidade catarinense de Desterro.
Ali, aliou-se aos “maragatos”.
A revolta terminou em 1894, quando os insurretos foram derrotados na Batalha da Armação e desistiram da luta.
- Vitória de Floriano Peixoto.
Mas os estrondos de tiros e bombas não cessavam aí. Ainda em 1893, no Sul, iniciava-se uma das mais desastrosas e sangrentas guerra civil que o país poderia ter.

®   Revolução Federalista (1893):
A Revolução Federalista foi um conflito de caráter político, ocorrido no Rio Grande do Sul, que desencadeou uma revolta armada.
Federalistas (Partido Liberal, PL), conhecidos como “maragatos”, que tinham ideais contra Júlio de Castilhos, eram liderados por Gaspar Silveira Martins; lutavam contra Republicanos (Partido Republicano Rio-Grandense, PRR), conhecidos como “pica-paus”, que apoiavam Júlio, contavam também com o apoio de Floriano e do Exército.
Em 25 de janeiro de 1893, Júlio de Castilhos assumia a presidência do Rio Grande do Sul.
E, 2 de fevereiro, a guerra civil eclodiu.
Insatisfeitos com a posse de Castilhos, os Federalistas pegaram em armas para derrubar seu governo.
Silveira Martins, já envelhecido, mostrou omisso e vacilante durante todo o conflito. Sua tática era a guerrilha. Em setembro de 1893, os rebeldes ganharam forças por conta da eclosão da Revolta da Armada – ambos os movimentos nada tinham a ver, a não ser o ódio ao “jacobinismo florianista”.
Em julho de 1894, a guerra acabou. Os republicanos venceram, consequentemente, Floriano também.
O ano de 1894 era o último para a desastrosa e conturbada “República da Espada”.
O governo nacionalista, de apoio à indústria e à classe média urbana logo desagradaria à “República dos Fazendeiros”, isso levou as elites civis ao consenso de que era preciso afastar os militares da política e retomar o controle do país.

v República Oligárquica:
Inicia-se, então, a Política do Café com Leite; que foi a troca sucessiva de presidentes dos partidos Paulista e Mineiro.
Essa nova forma de se governar trazia consigo uma pesada forma de manipular e alienar as grandes massas, o povo; o que ficou conhecido como Máquina Oligárquica.

®  Máquina Oligárquica:
A Máquina Oligárquica era uma forma explícita de manipulação e o pior, era constitucional.
De acordo com a Constituição de 1891, o voto era aberto, isso gerava uma série de problemáticas que serviam, apenas, para manter uma mesma classe no poder. 
Por meio dele se fazia o “voto de cabresto”, uma forma de obrigar um grande número de pessoas a votar em um determinado candidato. Esse “voto” ocorria em detrimento do Coronelismo, que era o poder dos chefes políticos locais, donos de terras. Os coronéis, nitidamente, influenciavam nas eleições, contribuindo, então, para a formação dos currais eleitorais. Essas práticas caracterizam um círculo vicioso, uma vez que sempre se manteria no poder quem fosse apoiado pelo coronel, consolidando a oligarquia latifundiária.
Além disso, a Política dos Governadores também contribuíam para a consolidação desse monopólio, pois o Governo Estadual beneficiava o Governo Federal de modo que ambos não intervissem no funcionamento um do outro.
Em 15 de novembro de 1894, assume Prudente de Morais, que representou o retorno da classe latifundiária.
Porém, um tanto quanto distante da cidade, estoura a guerra mais trágica da história do Brasil.

®  Guerra de Canudos (1896-1898)
·         O Líder: Antônio Conselheiro
·         Ameaça ao poder das elites: Conselheiro tinha prestígio e poder que ameaçava padres e coronéis. O Movimento foi considerado uma ameaça à República, à Igreja e aos Latifundiários, pois ele criticava o casamento civil e a separação entre a Igreja e o Estado.
A abolição da escravatura se deu sem planejamento algum, portanto, os ex-escravos não tinham oportunidade de melhorar de vida. Ou viviam nas cidades, sujeitos a todas as explorações promovidas pela Máquina Oligárquica, ou partiam para o campo.
Neste período, um beato e messiânico, erguia sob um sol escaldante, o Arraial de Belo Monte, onde havia apenas arbustos espinhosos da caatinga. Embora parecesse uma favela, era um aglomerado impressionante. A maioria dos habitantes eram sertanejos indigentes.
“No solo miserável do Sertão, Conselheiro encontrara terreno fértil para a sua pregação messiânica. A decadência dos engenhos, o fim da escravidão, a seca terrível de 1878, a limitação do mercado de trabalho: tudo conduzira ao caos social no Nordeste.”.
Em Canudos se vivia em uma espécie de “comunismo primitivo”, o que se tornava quase impossível em meio a todas as subordinações do Estado.
O Arraial de Belo Monte começou a ser mal visto pelos homens poderosos da Bahia, pois muitos dos trabalhadores dos latifúndios passaram a viver em Canudos, ameaçando a economia.
Estopim de um confronto que durou um ano, mobilizou todo o exército nacional e causou morte de 20 mil pessoas.
O então presidente ordenou ao Exército que enviassem tropas para acabar com a “Meca dos desvalidos”. Contudo, quatro expedições foram enviadas e retornaram para a capital sem sucesso.
Porém, saturado com toda a situação, Prudente de Morais, não mediu esforços para derrubar aquela sociedade alternativa que tanto atrapalhava seus interesses.
E eis que em meados de agosto de 1897, Canudos começou a ser derrubada, e não muito tarde não iria sobrar mais nada. O Arraial foi arrasado. E como Euclides da Cunha belamente escreveu, tudo o que restou de Canudos foi: “Um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam 5 mil soldados.”. 

v  Campos Sales e a Política dos Governadores:
Foi eleito presidente em 1898, mais eficiente que seu antecessor,  Campos Sales conseguiu consolidar plenamente a "República dos Fazendeiros". Tomou o poder quando a economia brasileira já não ia bem. O Brasil produzia muito mais café do que os outros países podiam comprar, ou seja, os preços caíam.
Para conquistar o apoio dos coronéis e das oligarquias estaduais, ele criou a Política dos Governadores; assim o presidente garantia o apoio ao grupo dominante em cada estado e os estados garantiam uma eleição dos candidatos oficiais ao Congresso.
Mais eficiente que seu antecessor,  Campos Sales conseguiu consolidar plenamente a "República dos Fazendeiros". 

Decidido a resolver a situação econômica, Campos Sales foi à Europa na tentativa de estabelecer conversações com os bancos credores e tentar negociar uma saída para a dívida em que o Brasil se afundava. Em 1898, acabou conseguindo um alto empréstimo e a garantia de que o Brasil só precisaria pagar a dívida externa após o cumprimento de um prazo de folga inicial - esse acordo ficou conhecido como acordo de Fouding Loan.
Mas, para isso, o Governo brasileiro teria de se comprometer a inflação e retirar grande parte do papel-moeda que sustentava a desvalorização da moeda nacional. 
Após o primeiro Funding Loan, muitos bancos nacionais faliram e a posição dos estrangeiros ficou mais forte. 

Para controlar a inflação, o Ministro da Fazenda criou novos impostos, que acabaram pesando demais no bolso da população, e a falta de dinheiro fez o comércio estagnar. 
Uma onda de greves, protestos e falências ocorreu durante o chamado "Pânico de 1900". 


Campos Sales sai do poder com baixíssima popularidade.

v  Rodrigues Alves e a Revolta da Vacina:
O paulista Rodrigues Alves foi eleito por meio voto direto, em 1902. Porém, uma vez no poder, revelou-se mais conservador do que propriamente um republicano. 
Nesse momento, o país vivia relativa estabilidade econômica, pela exploração intensa da borracha.
O foco se tornou urbanizar e modernizar os grandes centros e a Capital Federal, que no alvorecer do século XX, sofriam com o excesso populacional e a epidemia de doenças. Além do fato de que, urbanizado, o Rio de Janeiro atrairia mais imigrantes - braços para o café . O então prefeito Pereira Passos e o sanitarista Oswaldo Cruz conduziram as reformas. Para construir grandes avenidas eles desapropriaram cortiços e expulsaram a população para os morros da cidade. 
Unindo forças, partiram da teoria para a prática.
Com um empréstimo de oito milhões de libras tomado na Inglaterra e com uma equipe afinada com seus objetivos, Rodrigues Alves deflagrou a grande revolução urbana.
As campanhas de vacinação obrigatória são a “gota d’água” fazer a revolta eclodir.  
Brigadas sanitárias passaram a entrar em todas as casas da cidade, acompanhadas da polícia para vacinar os moradores à força.
Em 1903, estoura a primeira greve geral dos operários da indústria têxtil, reivindicando melhorias para todos os trabalhadores. No mesmo ano, Rodrigues Alves assina o Tratado de Petrópolis com a Bolívia e anexa o Acre ao Brasil.
Em 14 de novembro de 1904, a Escola Militar da Praia Vermelha decidiu “unir-se” ao povo e aderir ao levante. Ficou evidente que a Campanha de Vacinação era apenas um pretexto para a eclosão de um movimento político-social. A carestia, a inflação, o achatamento salarial, o aumento dos aluguéis – tudo isso provocava uma insatisfação generalizada entre as classes média e baixa.
Contando com o apoio dos chamados ‘Jacobinos’ e tendo certeza que obteriam o apoio do restante da população, os cadetes da Escola Militar, saíram às ruas dispostos a tomar o Catete. Mas o Governo reagiu com rispidez e dureza.
No dia 16 de novembro, Rodrigues Alves solicitou, e o Congresso aprovou, a decretação do estado de sítio.
Em 1906, contrariado, ele assinou o Convênio de Taubaté, que obrigava o Governo Federal a comprar os excedentes da produção de café para manter os preços.

No mesmo ano, após ter submetido a população mais carente à humilhações e violência, ele deixa o poder. 

v O Governo de Afonso Pena (1906-1909):
Depois de três paulistas revezarem a Presidência da República, o mineiro Afonso Pena é eleito em 1906. Sua administração é voltada para os interesses nacionais, tentando fugir dos privilégios do eixo Minas-São-Paulo, que dominava a economia da época.
Para ele “Governar é Povoar”, e foi pensando nisso que ele decidiu estimular a imigração e criou uma grande rede ferroviária no Sudeste.
O café não era a sua única preocupação: promoveu a criação de parques industriais, incentivou a criação de linhas férreas, modernizou os portos de Recife, Vitória e Rio Grande do Sul. Promoveu a conquista do Oeste, a cargo de Marechal Rondon.
O presidente mantém a valorização do café, seguindo o Convênio do Taubaté.
Já doente, solitário e isolado, morreu em junho de 1909, um ano e meio antes do fim de seu mandato.

v Governo de Hermes da Fonseca (1910-1914):
Após duas décadas do regime republicano, o país vivera a sua primeira campanha eleitoral de verdade.
Com a aproximação das eleições, iniciou-se uma disputa acirrada entre Rui Barbosa - de perfil intelectual e liberal, que contava com o apoio de cariocas, baianos e paulistas- e Hermes da Fonseca - que tinha apoio de mineiros, gaúchos e militares.
A estratégia de Rui Barbosa era conter os militares e desenvolver o país mantendo as liberdades do povo. A classe média urbana aguardava transformações sociais e políticas, mas setores mais conservadores, rurais e militaristas ainda predominavam no cenário político.
A marca de Hermes da Fonseca era a centralização do poder e o controle das liberdades do povo.
Para apoiar a candidatura de Rui Barbosa, surge a Campanha Civilista.
Ainda assim, o Marechal Hermes assume o poder, em 1910. Hermes iniciou a chamada “Política das Salvações nacionais”. O Governo teve de enfrentar duas terríveis revoltas: a da Chibata e a do Contestado. Venceu as duas, mas se enfraqueceu politicamente.

Ø Revolta da Chibata(1910):
Logo na primeira semana de governo, estoura a Revolta da Chibata, na Bahia de Guanabara, liderada pelo marinheiro João Cândido.
Foi um movimento que eclodiu dentro da Marinha brasileira em protesto contra os castigos corporais a que eram submetidos os marinheiros.
Era evidente que tais penalidades tinham caráter racista, pois somente negros eram submetido a tais punições.
O encouraçado liderado pelo Almirante Negro ameaçou bombardear o Rio de Janeiro, caso as chibatas não fossem retiradas.
Também pediam por melhorias na alimentação e nas condições do ambiente de trabalho.
O presidente e seus assessores concordaram com as exigências dos rebeldes e prometeram anistiá-los.
No dia 25 de novembro, os amotinados arriaram as bandeiras vermelhas que sinalizavam sua rebelião e o episódio parecia encerrado. Três dias depois, porém, o decreto presidencial permitiu ao ministro da Marinha expulsar da corporação os principais envolvidos no movimento.
O líder do movimento foi preso, assim como outros integrantes da revolta.

Ø Guerra do Contestado (1911):
Foi um conflito armado entre o exército e os camponeses da região do sudoeste do Paraná e noroeste de Santa Catarina.  
Foi liderado pelo líder messiânico José Maria e teve como principal causa a disputa pela posse de terra.

O levante logo foi reprimido pelo Governo. 

domingo, 15 de maio de 2016

Revisão de História- Idade Média- ENEM 2016

Opa galera, tudo na paz? Então, hoje trago um dos mais importantes assuntos de História Geral: Idade Média. Espero que consiga ajudar e que vocês gostem. Qualquer dúvida estou à disposição. Bons estudos e beijão.

Idade Média (“Idade das Trevas”):
O longo período da Idade Média, que estende-se da queda de Roma, em 476 d.C. até a queda de Constantinopla, em 1453, foi dividido em duas fases:
1.  Alta Idade Média- que representava o crescimento, a consolidação do feudalismo. Entendeu-se do século V ao XI.
2.  Baixa Idade Média- que representava a decadência, a crise do feudalismo. Prolongou-se do século XI ao XV.
Algumas características da Idade Média:
1.  Ruralismo- em decorrência a Lei do Colonato e as invasões Bárbaras;
2.  A expansão do cristianismo;
3.  Atrofiamento das cidades e comércio- em decorrência da ruralização;
4.  Teocentrismo- monopolização da cultura pela Igreja Católica.
v  Feudalismo:
Feudalismo é o modo de produção agrícola, com relações servis predominante na Idade Média.
Tinha como principais características:
·         Ruralização;
·         Atrofiamento do comércio e das cidades;
·         Descentralização política;
·         Teocentrismo.
O Feudalismo era descentralizado, ou seja, não tinha uma grande unidade de poder. Cada senhor feudal era a figura administrativa de seu feudo.
Todo feudo era autossuficiente, ou seja, a produção era para o próprio consumo, fazendo com que não houvesse trocas monetárias, o que haviam eram trocas de produtos, conhecida como escambo.
A estratificação social feudal era peculiar, tinha a Igreja em uma posição acima na pirâmide, visto que, esta tinha bastante influência:
1-    Clero- membros da igreja;
2-   Nobre feudal- latifundiários; (Cavaleiros- defendiam o feudo. Entram na parte da nobreza);
3-   Servos e vilões- camponês.

Os laços feudais eram heranças deixadas tanto por Romanos, como por Germânicos.
1-    Herança Romana- Colonato- servidão. Também conhecido como Laço Vertical.
2-   Herança Germânica- Comitatus- suserania e vassalagem. Laço de doação de terra entre nobres. Também conhecido como Laço Horizontal.


OBS.: Colonato é diferente de Vassalo. Colonato é a prática da servidão, herança deixada pelos romanos, mais precisamente pelo Imperador Constantino. Já o Vassalo era o nobre que recebia a terra. 

O feudo também era dividido:
1-    Manso servil- lote dado ao servo;
2-   Manso senhorial- lote em que 100% da produção era do próprio nobre feudal;
3-   Manso comunal (comum)- bosques, lagos, florestas...

®    Impostos feudais (obrigações servis):
1-    Talha- parte da produção do servo que pertence ao nobre feudal;
2-   Corvéia- trabalho de três dias no manso senhorial;
3-   Banalidades- pagamento pelo uso de ferramentas;
4-   Capitação- pagamento por pessoa;
5-   Albergagem- pagamento por hospedagem;
6-   Formariagem- pagamento por casamento de servos de feudos diferentes;
7-   Taxa de natalidade- pagamento por nascimento;

8-   Tostão de Pedro- dízimo.

Ø  Império Bizantino (Império Romano do Oriente):
®    Legado:
Corpus Juris Civilis- Corpo do Direito Civil;
Institutas- Leis Romanas (Base das leis);
Digestos- interpretação das leis, feito pelos juristas;
Novelas- novas leis.
Surgiu em 395 d.C., com o Imperador Teodósio.
O Império Bizantino viveu seu apogeu no governo do Imperador Justiniano. Durante seu governo, Justiniano retomou territórios, conquistou mais territórios, modificou antigos aspectos do Direito Romano, realizou grandes obras, como a construção da Igreja de Santa Sofia.
Estava tudo indo bem, até estourar a Revolta de Nika. Essa revolta foi fruto da insatisfação popular em relação aos altos impostos.
Com a morte de Justiniano, o Império Bizantino enfrentou outros problemas religiosos, como a Questão Iconoclasta, que foi quando o imperador proibiu o culto às imagens sacras.
Em 1054, os problemas religiosos chegaram ao seu ápice. A Igreja Católica se divide, em um momento conhecido como Cisma do Oriente. Pois um lado da Igreja (Oriente) não aceitava os dogmas propostos pela Igreja do Ocidente, como a Iconoclastia e o Monofisismo.
A Igreja se divide em:
·         Igreja Católica Apostólica Romana (Igreja do Ocidente):
Tem como líder religioso o Papa e como capital, Roma.
·         Igreja Ortodoxa (Igreja do Oriente):
Tinha sua forma de poder o Cesaropapismo. E como capital, Constantinopla.

Ø  Império Islâmico:
Surgiu na Península Arábica e tinha como religião o Islamismo.
O Islamismo apresenta algumas características, entre elas:
·         Crença em um deus único- Alá;
·         Seguem um profeta- Maomé;
·         Têm um livro sagrado- Alcorão (Corão);
·         Têm cinco princípios:
1.     Orar cinco vezes por dia;
2.    Jejuar no mês do Ramadan;
3.    Zakat- um tipo de imposto. O fiel tem que dar 2,5% do que tem;
4.    Raaj- todo fiel deve peregrinar Meca;
5.    Jihad- “guerra santa”.
Maomé, o fundador do Islã, começa a “divulgar” o islamismo em Meca –que antes do surgimento do Islã era politeísta e um grande centro comercial e de peregrinação- isso faz com que os comerciantes comecem a temer Maomé e eles acabam tentando matar o Profeta.
Após a tentativa frustrada, Maomé foge para Yatreb e o episódio fica conhecido como Hégira.
Porém os comerciantes percebem que mesmo longe, Maomé era uma ameaça; já que o número de seus seguidores aumentava. Tentaram, então, matar Maomé mais uma vez em Yatreb. Ocorreu, porém, uma luta entre comerciantes e Maomé, que ficou conhecida como Batalha do Poço.
Tempos depois, o Tratado de Holdaybia permitiu a volta do Profeta à Meca. E Yatreb passou a ser chamada de Medina.
Com a morte de Maomé, o Império ficou nas mãos dos Califas. O primeiro Califa acabou sendo o sogro de Maomé. O quarto Califa, Ali, foi derrubado por Omíadas.
Os Omíadas começaram a expansão do Império Islâmico, mas foram contidos pelos Francos, na Batalha de Poitiers. Foi nesse período que houve a divisão entre mulçumanos, dando origem aos Sunitas, que tinham crença na Suna e no Corão, além de que o Califa poderia ser qualquer membro do Islã. E aos Xiitas, que eram mais radicais. Assumiam ligação apenas ao Corão e acreditavam que o Califa só podia ser um descendente direto de Maomé.

Em 750, os Abássidas derrubaram os Omíadas e iniciaram a decadência do Império. 

Þ    Império Carolíngio:
ª     Reino Franco:
Ocupavam a região da antiga Gália.
·         Rei Clóvis- Foi o primeiro Rei dos Francos. Os Francos expandiram-se, o que fez consolidar o Cristianismo. Com a forte influência da Igreja Católica, na época, e a aliança entre Francos e a Igreja, foi um grande benefício para ambos.
Com 45 anos, Clóvis morre.
Quando ele morre a política volta a ficar descentralizada, então, os chamados “Reis Indolentes” passam a dar bastante importância ao Major Domus, que era uma espécie de Primeiro Ministro.
Até que no ano de 679, Pepino de Heristal (Herstal), que era Major Domus, impõe ao cargo de Major Domus as características de ser vitalício e hereditário.
Então, seu filho, Carlos Martel, unindo todas as suas alianças, decide ir enfrentar os mulçumanos.
A partir do ano de 732, os Francos conseguem frear o avanço mulçumano, na conhecida Batalha de Poitiers.
Carlos Martel teve um filho: Pepino, O Breve; que em homenagem ao pai inicia a Dinastia Carolíngia. Pepino conquista a Itália e a doa para a Igreja Católica.
Seu filho, Carlos Magno, consegue conquistar muitas terras, doar outro tanto para a Igreja e divide as terras dos francos em condados, ducados, marcas... A Igreja ficou bastante satisfeita com Carlos Magno e no ano de 800 deu a ele o título de Imperador.
Quando ele morre deixa três filhos, que começam uma disputa acirrada pelas terras. Até que a Igreja precisa intervir na situação e no ano de 843 a Igreja divide as terras em três partes, pelo Tratado de Verdun.
1- Carlos, O Calvo fica com a região que, atualmente, é a França;
2- Lotário fica com a Lotaríngia;

3- Luís, O Germânico fica com a região que, atualmente, é a Alemanha. 

Revisão de História- Império Romano- ENEM 2016

Opa galera, tudo na paz? Então, para fechar Roma, trago a parte de Império Romano. Último assunto de História Antiga ou Antiguidade. Espero que seja útil e que vocês gostem. Qualquer dúvida já sabem onde me encontrar. Bons estudos, beijão.

Império Romano (27 a.C.- 476 d.C.)
O Império Romano foi dividido em duas partes:
1- Alto Império: que representou os tempos de apogeu, de crescimento. Estendeu-se do século I a.C. até o século III d.C. ;
2- Baixo Império: que representou os tempos de decadência, de crise. Prolongou-se do século III d.C. até o século V d.C.

Ø  Alto Império:
Representava uma grande estabilidade política. Este período ficou conhecido também como “Século de Otávio”.
Foi também nessa fase que a política do “Pão e Circo” consolidou-se.
Durante o Alto Império surgem algumas dinastias, entre elas:
I.             Dinastia Júlio-Claudiana:
Foi a dinastia que sucedeu a Otávio. Foi marcada por disputas pelo poder e por algumas ações consideradas imortais.
1º Tibério Cláudio- caiu no desgosto do povo por ter assassinado um popular general;
2º Calígula- ficou conhecido por seu despotismo. Chegou a nomear seu cavalo como cônsul. Foi assassinado pela guarda pretoriana;
3º Nero- passou a perseguir cristãos e judeus, por contestarem a teocracia. Incendiou Roma com o objetivo de reconstruí-la. Mandou matar a mãe, esposas e irmão. Por fim, pediu que um de seus escravos o matasse.

II.           Dinastia dos Flavianos (Flávios):
1º Vespasiano- usou grande número de proletários na construção de grandes obras, como o Anfiteatro Flaviano (Coliseu);
2º Tito





III.         Dinastia dos Antoninos:
Houve, novamente, estabilidade e prosperidade para as classes dominantes.
1º Nerva
2º Trajano- aumentou a arrecadação de impostos, incentivou a agricultura e fez com que o Império Romano chegasse ao auge de sua expansão territorial;
3º Adriano e Antonio Pio- mantiveram o território seguro e em paz;
4º Marco Aurélio- passou grande parte de seu reinado enfrentando as invasões bárbaras.

IV.         Dinastia dos Severos:
Não conseguiu conter o início da decadência do Império.
1º Caracala- promulgou o Édito de Caracala (212), estendendo a cidadania romana a todos os habitantes livres do Império. O que contribuiu para a Crise do Escravismo, porque assim, não se poderia escravizar os “romanos”, agora. Durante seu governo, iniciaram as invasões bárbaras pacíficas; que foram as entradas de bárbaros nas Instituições Romanas.

Ø  Baixo Império:
O Império Romano já estava grande o suficiente e o imperador já encontrava “dificuldades” para administrar algo tão grande. Por isso, Trajano chegou ao ponto máximo, ao limite de extensão territorial. Sem conquistas o fluxo de escravos diminuiu consideravelmente e o Império começou a ficar sem mão de obra.
Com isso, no governo do Imperador Constantino, surgiu a Lei do Colonato, que trouxe consigo a servidão. Como consequência, ocorreu o êxodo urbano; pois as pessoas estavam sem trabalho, comida, casa nas cidades e no campo elas teriam tudo isso, por isso foram para lá.
Com isso, o Império percebeu que estava perdendo poder e resolveu que tinha que fazer alguma coisa e houveram diversas tentativas de restaurar a ordem, entre elas:




·         Tetrarquia- instituída durante o governo do Imperador Diocleciano, mas não deu certo.
·         Édito Máximo- também instituído no governo de Diocleciano, contava com o tabelamento de preços de todos os produtos. Mas gerou desvalorização monetária e não deu certo.
O Imperador Constantino, decide colocar duas capitais no Império. No lado Ocidental a capital era Roma. Já no lado Oriental a capital era Bizâncio, que depois ficou conhecida como Constantinopla.
Ele também instituiu o Édito de Milão (313) que deu liberdade de culto aos cristãos.
Tempos depois, o Imperador Teodósio implantou a Lei Tessalônica (380) que fiscalizava o cristianismo em Roma, mais precisamente, a Igreja Católica.
Durante seu governo ocorreu o Cisma do Império Romano, de um lado (Ocidente) ficou Roma e de outro lado (Oriente) o Império Bizantino (=Constantinopla).
A crise econômica, gerada pela crise de abastecimento, crise do escravismo, inflação alta... Juntamente com o aumento das invasões Bárbaras, agora violentas, contribuíram para a invasão de diversos povos e com a invasão dos Hérulos, derrubando Rômulo, em 476 d.C. Roma caiu. 



segunda-feira, 9 de maio de 2016

Revisão de História- Revolução Russa (Revolução Bolchevique)- ENEM 2017

Oi gente! Tudo tranquilo? Hoje eu trago para vocês um assunto que eu amo demais: Revolução Russa ou Revolução Bolchevique ou até, Revolução de 1917. Vale ressaltar que essa é uma GRANDE aposta para a prova de Humanas do Exame Nacional do Ensino Médio, visto que neste ano completa-se 100 anos da Revolução. Espero que a revisão seja útil e que vocês aprendam mais. Qualquer dúvida já sabem o que fazer, estarei esperando. Beijão e bons estudos.

Com o advento da Revolução Industrial e a ascensão do capitalismo alguns grupos sentiam-se explorados e tinham a necessidade de viver em uma sociedade mais igualitária. Os russos começaram a pensar assim e, por conta disso, começou a efervescer um sentimento revolucionário.


v Antecedentes:

·        Czarismo- Rússia vivia dentro de um modelo de governo absolutista, que começava a desagradar boa parte da população;
·        Ochrama- polícia política que controlava o ensino, a imprensa e os tribunais;
·        Feudalismo- no começo do século XX a Rússia ainda era um país extremamente agrário; o que, tempo depois, causou fome e desigualdade. Os trabalhadores rurais viviam em extrema pobreza e mesmo assim tinham de pagar altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II.
·        Industrialização Frágil- por grande parte de a população viver no campo  e as atividades econômicas serem rurais, a industrialização russa era muito frágil;
·        Guerra da Manchúria (1904)- conflito entre Japão e Rússia. Este conflito desorganizou a economia, piorando a situação dos operários e camponeses. A derrota acirrou os ânimos contra o Czar.
·        Primeira Guerra Mundial- faltavam alimentos na Rússia czarista, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo assim, Nicolau II jogou a Rússia numa guerra mundial. Os gastos com a guerra e os prejuízos fizeram aumentar muito a insatisfação popular com o czar.

Em meio a tudo isso, surgiam grupos que visavam a derrubada do imperador. Entre essas forças, destacava-se:
·        Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), fundado em 1898. Em 1903, o POSDR se dividiu:
®    Bolcheviques- liderados por Lenin. Acreditavam que a revolução deveria ser dirigida pela classe operária, em aliança com os camponeses e que por meio da luta armada se chegaria ao poder.
®    Mencheviques- liderados por Martov. Acreditavam que a revolução deveria ser dirigida pela burguesia e se chegaria ao poder por vias pacíficas, como as eleições.

Ou seja, o que as separava eram as divergências de ordem política e de caráter tático.

Além dessas duas visões sobre a revolução, havia uma terceira: a de Trotski, que formulava uma teoria conhecida como “Revolução Permanente”. Ele concordava com os Bolcheviques, mas acrescentava que, ao chegar ao poder, a classe operária deveria fazer sua própria revolução.


v Domingo Sangrento- “Ensaio Geral”:
Em 1905, quando se tornou evidente que o czarismo não traria saldos positivos, diversas revoltas explodiram em território russo. Ascendia, então, o processo revolucionário na Rússia. Os operários estavam revoltados com os baixos salários, com a fome, com a desigualdade e com a exploração.

Em janeiro de 1905, um movimento pacífico, liderado pelo padre George Gapon, deslocou-se em direção ao Palácio de Inverno, em São Petersburgo.

Os manifestantes levavam um documento destinado ao czar Nicolau II, pedindo melhores condições de vida e trabalho, Reforma Agrária e a constituição de uma Assembleia Nacional.

Apesar do tom pacífico da manifestação, a guarda nacional abriu fogo contra os manifestantes, matando centenas deles, o que serviu para aumentar ainda mais a impopularidade do imperador.

Depois do massacre, o imperador acabou tendo noção do que havia feito e das consequências de tal ato. Em uma tentativa de amenizar a situação, ele criou um Parlamento, conhecido por DUMA.

v A Revolução de Fevereiro (Menchevique):
Aos poucos, os partidos políticos e as agremiações de classes ganharam apoio popular e legitimidade.
Em fevereiro de 1917, ocorreram diversos protestos que pediam, sobretudo, a saída de Nicolau II do poder.
Os revoltosos tomaram as fábricas, ocuparam instituições oficiais, passaram a controlar o deslocamento de trens e se aproximaram das forças oficiais insurgentes.
Em decorrência desses acontecimentos, o Czar Nicolau II foi deposto no final daquele mês.
De imediato, foi constituído o Soviete de Petrogrado, uma espécie de Parlamento Proletário, que passaria a disputar o poder na capital. Além disso, também passou a combater a DUMA.
Por outro lado, a DUMA elegeu o governo provisório, com o objetivo de reestabelecer a ordem. Pretendia, também, consolidar o regime monárquico constitucional e tinha como líder Lvov, sob influência de Alexander Kerenski.
Apesar do desejo de paz que animava grande parte da população, o novo governo decidiu permanecer na Grande Guerra. 
Somado a esses fatores, tem-se o fato de que os exilados passaram a retornar ao território russo, como Vladimir Lenin, banido após a Revolução de 1905.


v Teses de Abril e os Bolcheviques:
Em abril de 1917, Lenin retornava do exílio.
Ao chegar em Petrogrado começou a propagar ideias marxistas. Tais ideias se concretizaram com um texto intitulado “Teses de Abril”, que exigia:
·         Paz- saída da Rússia da Guerra;
·         Pão- distribuição alimento;
·         Terra- Reforma Agrária.

Contudo, as Teses não foram bem repercutidas entre os conservadores, já que instigava agitações dos camponeses e operários contra o governo provisório.
Aos poucos, grupos liderados por revolucionário e bolcheviques passaram a almejar “todo o poder aos sovietes, aos operários e aos camponeses”. Em meio a tudo isso, ascendia a figura de Leon Trotski, importante na liderança bolchevique.
Para tal organização, era necessário seguir o curso da revolução a fim de consolidá-la. Mas, para isso, era preciso superar o controle político exercido pela DUMA.

v Revolução de Outubro (Bolchevique):
Na noite de 24 de outubro de 1917, os bolcheviques assumiram o controle de Petrogrado, obrigado Kerenski a fugir.
Para ocupar o poder, foi constituído o Conselho dos Comissários do Povo, presidido por Lenin, que proclamou o nascimento da República Soviética Russa, em 26 de outubro de 1917.
Logo se realizou o Congresso dos Sovietes, que tomou medidas bastante importantes:
·         Articulação para a assinatura do Tratado de Brest-Litovski (assinado com a Alemanha, garantia a saída da Rússia da Primeira Guerra Mundial);
·         Prisão das lideranças políticas ligadas à monarquia absolutista.

v A Guerra Civil (1918-1921):
Após a revolução Bolchevique, o Exército Branco (mencheviques, membros da nobreza, oficiais ligados ao Czar) – apoiado pela Inglaterra e França - tentou desarticular a escalada de poder dos revolucionários.
O receio dos países que apoiavam tal Exército era que fossem disseminadas ideias socialistas pela Europa.
Apesar do apoio de potências europeias, o Exército Branco não obteve êxito no enfrentamento contra o Exército Vermelho, que tinha um forte apoio popular.
Após vários conflitos e mortes, em 1921, a guerra civil chegou ao fim com vitória do Exército Vermelho.

A Guerra civil durou três anos e causou um enorme estrago: reduziu a produção agrícola à metade, milhões de pessoas foram mortas e a produção industrial caiu. Diante dessa situação, o governo instituiu um Comunismo de Guerra, em que todos os setores da economia foram estatizados.

A partir de então, começaram greves operárias em Petrogrado e nessa época todos os partidos políticos foram proibidos, ou seja, a Rússia virou um Império de um único partido: o Partido Comunista. Os Bolcheviques acreditavam que a revolução na Rússia daria início a um processo internacional, mas não foi o que aconteceu, e eles estavam contando com isso para poder implantar melhor o socialismo na Rússia. Tendo isso em vista, que nenhuma outra revolução socialista deu certo, eles tinham que tomar uma decisão para garantir o sucesso da implantação na Rússia e então eles implantaram a Nova Política Econômica (NEP), idealizada pelo Lenin, com o objetivo de estimular a agricultura, combater a fome e aumentar o vínculo dos comunistas com os camponeses. Junto a NEP, foram estabelecidas algumas decisões:
·        Direito a pequena propriedade privada;
·        Pequeno retorno da economia de mercado para que os socialistas pudessem avançar em um futuro próximo (“um atrás para depois dar dois à frente”).

Em 1922 foi instituída uma nova constituição, onde as diversas repúblicas passaram a formar a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).